quarta-feira, março 18, 2026
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Estudantes de Barra da Estiva desenvolvem bioplásticos a partir de milho, mandioca e abacate – Acorda Cidade



Dois estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, no município de Barra da Estiva, desenvolveram três tipos de bioplásticos utilizando matérias-primas naturais como milho, mandioca e abacate. O trabalho foi realizado por Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro no Clube de Ciências da escola e teve orientação da professora Joseane Morais.

A iniciativa surgiu a partir da proposta de valorizar produtos abundantes no território de identidade da Chapada Diamantina. Segundo a orientadora contou ao site Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade, o projeto partiu da observação de que tanto o milho quanto a mandioca possuem alto teor de amido, enquanto o caroço do abacate, normalmente descartado, também pode ser utilizado como fonte desse componente. A partir dessa constatação, os alunos desenvolveram três formulações diferentes de bioplástico para avaliar suas propriedades e o potencial sustentável de cada uma.

Depois das etapas de pesquisa, extração do amido e produção dos materiais, os estudantes realizaram uma análise comparativa para identificar qual alternativa apresentava melhor desempenho. Conforme explicou Riquelme Cordeiro, o bioplástico feito com amido de milho demonstrou menor resistência e flexibilidade. Já o material produzido a partir do caroço de abacate apresentou resultados satisfatórios nesses quesitos, embora com desempenho inferior ao da mandioca.

De acordo com Keyslla Santos, o bioplástico de amido de mandioca foi o que apresentou melhores resultados entre as três opções testadas. O material demonstrou maior resistência e flexibilidade, além de boa durabilidade. Outro diferencial observado foi a possibilidade de produzir camadas com diferentes espessuras, mais finas ou mais grossas, sem comprometer a estrutura do produto.

O estudo também chama atenção para um problema ambiental crescente. Dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apontam que o Brasil é atualmente o quarto maior produtor de plástico do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. O alto volume de produção contribui para desafios ambientais relacionados ao descarte e à gestão de resíduos.

Nesse contexto, os bioplásticos surgem como uma alternativa promissora para reduzir parte do impacto causado pelas embalagens convencionais. O projeto desenvolvido pelos estudantes foi um dos destaques no Encontro Estudantil promovido pela Secretaria da Educação.

Como próximos passos, o grupo pretende aperfeiçoar a resistência do material, realizar testes mais aprofundados de degradação e buscar parcerias que permitam ampliar a aplicação do bioplástico em maior escala.

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Fonte: Acorda Cidade

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