Munição de 2,3 toneladas é capaz de atravessar concreto e atingir alvos subterrâneos com alta precisão –
A bomba GBU-72, classificada como uma munição de penetração profunda, ganhou destaque após ser utilizada pelos Estados Unidos em um ataque contra instalações militares iranianas próximas ao estratégico Estreito de Ormuz. O armamento faz parte do grupo conhecido como “bombas antibunker”, projetadas para destruir alvos protegidos em estruturas subterrâneas.
Com cerca de 2.300 quilos, a GBU-72 é uma versão mais avançada e significativamente mais letal que sua antecessora, a GBU-28. Desenvolvida para superar barreiras reforçadas, ela é capaz de atravessar camadas espessas de terra e concreto antes de explodir, concentrando a destruição diretamente no alvo e reduzindo impactos nas áreas ao redor.
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Evolução tecnológica e maior precisão
Testada pela primeira vez em 2021, a GBU-72 foi criada para substituir modelos anteriores e ampliar a eficiência em ataques contra estruturas fortificadas. Embora os dados oficiais de penetração não sejam divulgados, estima-se que supere o desempenho da GBU-28, cujo projeto previa a capacidade de atravessar mais de 45 metros de terra e pelo menos 4,5 metros de concreto armado.
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Outro diferencial importante está no sistema de guiagem. A nova bomba utiliza tecnologia baseada em GPS por meio do sistema Joint Direct Attack Munition (JDAM), que transforma bombas convencionais em armas de alta precisão. Diferente da orientação a laser, esse sistema permite operações em qualquer condição climática, sem interferência de nuvens, fumaça ou outros obstáculos visuais.
Segundo militares americanos, essa capacidade garante maior confiabilidade em missões aéreas, independentemente do clima, aumentando a chance de atingir alvos estratégicos com precisão.
Uso recente em operação militar
De acordo com informações divulgadas pelos Estados Unidos, bombas do tipo GBU-72 foram utilizadas para atingir instalações subterrâneas que armazenavam mísseis de cruzeiro antinavio do Irã. Esses armamentos eram considerados uma ameaça à navegação internacional na região.
A ofensiva ocorreu após o Irã fechar o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — em meio à escalada de tensões envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel.
Fonte: A Tarde



