Movimento do Bahia com aliados agita bastidores da Libra –
A disputa interna na Libra ganhou um novo capítulo com a movimentação de Esporte Clube Bahia, Palmeiras e Red Bull Bragantino, que apresentaram uma proposta para destinar 3% do contrato com a Globo diretamente aos clubes da Série C — Paysandu, ABC, Sampaio Corrêa, Guarani e Volta Redonda.
A iniciativa, revelada inicialmente por Rodrigo Mattos e confirmada pelo portal A TARDE, pode impactar diretamente a assembleia convocada por Flamengo, Grêmio e Remo.
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O encontro, marcado para a próxima quarta-feira, 18, na sede do Flamengo, na Gávea, tem como pauta a aprovação de contas, a eleição de novos diretores e, principalmente, a definição sobre o destino desse percentual do contrato, que originalmente seria direcionado aos clubes da Série B.
Com a mudança no cenário — já que atualmente há cinco equipes da Série C na Libra —, o tema ganhou novos contornos.
Caso a proposta de Bahia, Palmeiras e Red Bull Bragantino avance, um dos principais motivos da reunião pode perder força, reduzindo inclusive o interesse dos clubes da Série C em participar do encontro, já que teriam sua demanda atendida.
Ainda assim, a direção da Libra rejeita a interpretação de que a medida tenha como objetivo esvaziar a assembleia, embora reconheça que as divergências internas persistem.
A fragmentação da entidade, aliás, tem se intensificado nos últimos meses. Há, inclusive, o reconhecimento entre diferentes grupos de que a Libra pode estar próxima de um colapso.
Um dos pontos de tensão envolve a própria gestão da liga. O Flamengo sustenta que a entidade está sem diretores institucionais desde o término do mandato, em 7 de fevereiro.
Em contrapartida, o bloco formado por Bahia, Palmeiras e Red Bull Bragantino defende que houve prorrogação por 60 dias, mantendo André Rocha, do Red Bull, e Raul Aguirre, do Bahia, nos cargos.
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Outro foco de conflito envolve a condução do contrato com a Globo. O Flamengo defende mudanças na estrutura administrativa e cobra a saída de executivos, sob o argumento de que não houve êxito em reverter perdas financeiras provocadas por lacunas no acordo — como a ausência de reajuste em casos de mudanças de divisão, a exemplo do acesso do Remo.
A emissora, por sua vez, já rejeitou pedidos de revisão dos valores, o que deve gerar perdas estimadas em cerca de 10% para os clubes.
Nos bastidores, o clube carioca também alega que representantes da Libra chegaram a sugerir, em momento anterior, que os 3% fossem destinados ao próprio Flamengo como forma de encerrar a disputa judicial em curso. A direção da entidade, no entanto, nega que essa proposta tenha sido feita.
A origem da crise remonta à discussão sobre os critérios de divisão das receitas de audiência. O Flamengo pleiteava uma fatia maior, enquanto Bahia, Palmeiras e outros clubes se posicionaram contra a proposta.
O impasse acabou sendo levado à Corte de Arbitragem, onde segue em análise, mesmo após tentativas frustradas de acordo.
Enquanto isso, o cenário segue indefinido. Clubes como Atlético-MG, Santos e São Paulo ainda não deixaram claro qual posição irão adotar.
O time mineiro tem mantido postura neutra e diálogo com ambos os lados, enquanto os paulistas participam de forma mais discreta das discussões que podem redefinir os rumos da Libra.
Fonte: A Tarde



