Conferência de A TARDE vai debater Mulheres, Empoderamento e Segurança –
O poder de corrosão moral de vídeos distribuídos em aplicativos de internet tem se servido de ódio às mulheres – misoginia – para espalhar o mal. O vazamento dos infames conteúdos incentiva crimes de feminicídio, alcançando o Brasil 2 mil ocorrências em 2025.
Na mostra, jovens propõem violência explícita, representada em socos e chutes, na hipótese de não terem seus desejos atendidos. Em vez de episódio isolado, a hipótese mais provável é a de disseminação ilimitada deste tipo de impune doutrinação sexista.
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À dificuldade de combater essa chaga produzida na rede mundial de computadores, vem contrapor-se a importância maior da educação. Manchete de domingo d’A TARDE, o contexto mobiliza os recursos didáticos, além de sugerir aos pais repensar o perfil do homem violento.
Ao carregar exemplos de práticas virtuosas na relação com as mulheres, a escola voltaria ao lugar para o qual foi criada, no modelo original há 250 anos. Naquela altura, a história da educação de um menino, chamado Emílio, produziu a ideia de infância equilibrada, ao lidar com a menina Sofia.
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Agora, a julgar pelo desafio dos meios digitais, torna-se necessário reescrever este manual de 1762, tido como marco zero para o ensino do bom convívio. Cabe reunir esforços, não apenas para formar a cidadania no aprendizado de um ofício, visando prosperidade pessoal; é preciso ir além, forjando o caráter.
Ensinar a admirar, respeitar e amar, sem impor condicionantes nos relacionamentos, é um dos métodos possíveis de reversão do cenário atual. A saída por esta reeducação infantil, junto à busca de soluções para o machismo digital, pode unificar a pauta de mais uma contribuição d’A TARDE.
Amanhã, a conferência Mês da Mulher – Mulheres em pauta, promovida pelo grupo comunicacional, vai debater Mulheres, Empoderamento e Segurança. Vamos unir esforços a fim de deixar no passado notícias como a do recente estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos. Ou bem se reeducam os meninos ou a violência de gênero vai seguir sem controle.
Fonte: A Tarde



