Senador Flávio Bolsonaro e ré-candidato à Presidência –
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) insinuou, na quinta-feira, 12, que os Estados Unidos podem voltar a impor tarifas ao Brasil após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que barrou a visita de um assessor do governo americano ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.
“Alexandre de Moraes, mais uma vez, arrumando confusão com os Estados Unidos por nada. Depois taxam o Brasil e vão querer colocar na nossa conta”, escreveu o senador nas redes sociais.
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A declaração ocorreu após Moraes reverter uma decisão anterior que havia autorizado a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, a Bolsonaro na chamada “Papudinha”, unidade prisional em Brasília.
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Na decisão, o ministro afirmou que Beattie não tem agenda diplomática oficial no Brasil e que o visto concedido a ele está restrito à participação em um fórum privado.
“Portanto, a realização da visita de Darren Beattie não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro”, escreveu Moraes, acrescentando que a visita também não foi comunicada previamente às autoridades diplomáticas brasileiras.
O que o assessor busca no Brasil?
Darren Beattie tem visita ao Brasil prevista para os dias 16 e 17 de março. Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a viagem do assessor tem como objetivo “promover os interesses do país”.
Beattie x Moraes
No ano passado, Beattie fez críticas públicas ao ministro do STF. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Moraes seria “o coração pulsante do complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro.
A declaração ocorreu após Moraes ter sido alvo de sanções do governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. As punições foram posteriormente retiradas.
Fonte: A Tarde



