sexta-feira, março 13, 2026
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Tiee traz experiência do subúrbio carioca para Salvador

O cantor e compositor Tiee chega a Salvador neste sábado, 14, para apresentar, pela primeira vez na capital baiana, o projeto Subúrbio. Com ingressos quase esgotados, a apresentação acontece no WET, a partir das 16h. Além da estreia do projeto na cidade, o artista também revela novos planos para a carreira: um álbum dedicado à música nordestina.

Criado no Rio de Janeiro em 2023, o Subúrbio é um projeto que mistura show, encontro musical e experiências inspiradas na vida cultural dos bairros suburbanos cariocas.

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A edição em Salvador integra a circulação nacional do evento, que já passou por Recife, Belém e São Paulo. Para Tiee, trazer o projeto à Bahia tem um significado particular. “A Bahia é o meu lugar preferido no mundo. Então imagina a minha alegria de levar aí o meu projeto e já com a certeza de que é a maior edição. Estou muito feliz, muito ansioso para poder subir no palco e cantar”, conta.

O cantor diz que espera um encontro natural entre o repertório do subúrbio carioca e o público baiano. “Eu nunca me apresentei em um lugar em que as pessoas gostassem tanto de samba quanto aí. Então acho que é tudo uma coisa só. As pessoas gostam do jeito que eu faço música, do samba que eu costumo fazer. Eu estou confiante, sabe? Acho que as pessoas que compraram o ingresso estão esperando muito por isso, e eu também”, destaca.

A apresentação terá cerca de três horas de duração, formato que diferencia o projeto de um show tradicional. “O Subúrbio nasce de uma vontade de poder me apresentar por mais horas. Nos shows tradicionais, o tempo é mais curto, uma hora ou uma hora e vinte. Não dá para cantar tudo que a gente quer, nem tudo que a gente já gravou durante esse tempo todo de carreira. Então a gente sempre fica com aquela vontade de ter mais tempo para tocar”, observa.

Segundo ele, o projeto surgiu justamente para romper essa limitação. “No Subúrbio eu consigo experimentar outras coisas. Posso cantar músicas dos meus amigos, músicas fora do segmento do samba, cantar sambas que eu gostaria de ter gravado e não gravei, cantar músicas inéditas e até explicar como eu fiz uma música ou por que ela nasceu daquele jeito. Ele vem dessa vontade de poder tocar mais tempo”, salienta.

Tiee conta também que a ideia foi inspirada em eventos que ampliaram o tempo de apresentação, como o projeto Tardezinha, do Thiaguinho. “Observei isso em alguns projetos, em que o artista tinha liberdade de cantar por horas. Aquilo me fez pensar que seria interessante criar uma festa em que eu pudesse cantar tudo que me desse vontade”.

O repertório do show percorre diferentes momentos da história do samba e do pagode, além de incluir composições próprias. “O repertório é um pouco de tudo que eu já fiz, de todos os meus álbuns, e também de músicas que fazem parte do samba que a gente escuta. A gente passa por Fundo de Quintal, Leci Brandão, Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, depois chega em Só Pra Contrariar, Raça Negra, Arte Popular, Negritude Júnior. É um compilado do samba brasileiro”, adianta.

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Músicas e cenografia

Entre as músicas que costumam aparecer nas apresentações, estão composições autorais conhecidas do público, como O Som do Tambor, Porradão, Modo Avião, Mina de Fé e Unilateral. O artista destaca que além do repertório, o Subúrbio busca reproduzir no evento elementos associados ao cotidiano cultural dos bairros suburbanos do Rio de Janeiro. A cenografia recria ambientes inspirados nesses territórios e o público encontra serviços como barbeiro, trancista e outros espaços que remetem à vida local.

“Quando fiz o Subúrbio, eu queria que as pessoas tivessem uma experiência de subúrbio, mesmo. Até aquele cara que ouviu muito falar e não sabe o que é. A gente tenta reproduzir as coisas que fazem parte da vida ali: a comida, os serviços, a música que se escuta. É uma forma de valorizar o que acontece ali”, conta.

Segundo o cantor, o próprio palco funciona como um espaço de experimentação musical. “Eu sempre digo que o Subúrbio me permite experimentar aquilo que está só no meu coração e na minha cabeça. Eu chego ali, canto e tenho noção de como aquilo chega nas pessoas. É ali que eu sinto como a música bate no coração do público”.

Música nordestina

Além da circulação do Subúrbio pelo país, Tiee também começa a preparar um novo trabalho dedicado à música nordestina. O projeto faz parte da série As Que Tocam Lá em Casa (2021), que terá uma nova edição este ano. “Meu próximo álbum é todo focado no Nordeste. Eu já gravei um projeto chamado As Que Tocam Lá em Casa e todo ano eu gravo um trabalho com esse nome. Agora a gente vai fazer As do Nordeste Que Tocam Lá em Casa”.

A ideia é reunir canções de artistas que sempre fizeram parte de sua formação. “São músicas que sempre tocaram na minha casa e que me influenciaram muito. Eu sempre gravei artistas do Nordeste: Fagner, Reginaldo Rossi, Djavan, e agora serão outros, como Geraldo Azevedo”, conta.

O artista adianta que algumas dessas músicas podem aparecer no Subúrbio antes mesmo de serem registradas oficialmente. “A gente já toca algumas para experimentar. Porque ali eu consigo sentir a reação das pessoas. É um espaço que me permite testar coisas novas”, adianta.

O retorno à Bahia

Tiee diz que a expectativa para a apresentação é alta e que decidiu chegar à cidade com antecedência para aproveitar melhor a experiência. “Eu estou muito ansioso pela chegada do dia. Se eu pudesse dormir agora e acordar já na hora de ir para lá, eu acordava. A gente preparou tudo para eu chegar antes em Salvador, encontrar alguns amigos, jantar com alguns deles, visitar alguns lugares”, conta.

A decisão veio da vontade de viver a cidade com mais calma, algo que nem sempre acontece em turnês. “Tenho feito shows na Bahia muito corridos. Chego perto da hora de tocar, faço o show e vou direto para o aeroporto. Isso sempre me incomodou. Agora eu pedi para a minha equipe para chegar com tempo, sair para comer, dar um rolê com a minha mulher e com meus filhos, tocar e depois voltar tranquilo”.

Para Tiee, o encontro com o público baiano deve ser marcado pela emoção. “Quero que as pessoas cantem, riam, chorem se quiserem. Eu sei que eu vou chorar também. Vou chegar naquele palco e fazer o melhor que eu puder. Se não for bom o bastante, é porque eu não consegui fazer mais, mas a vontade vai estar ali”.

Após Salvador, o projeto segue pelo país. “Agora a gente volta para o Rio para gravar a próxima edição e depois vai para outros estados. A ideia é voltar aos lugares que abraçam o projeto e tocar por horas. A essência do Subúrbio é simples: cantar tudo que a gente tem vontade e celebrar o samba com as pessoas”.

TIEE: SUBÚRBIO / Amanhã, a partir das 16h / WET (Paralela) / R$ 90 (3º Lote) / Vendas: Bilheteria Digital, Balcão Pida e Shoppings Salvador, Piedade, Paralela e Salvador Norte

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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