quarta-feira, março 11, 2026
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Com o Irã de fora, quem ganha a vaga na Copa do Mundo?

Em meio aos ataques sofridos, o Irã desistiu da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos – e a vaga está livre para ser herdada por alguém. Entre muitas possíveis opções, algum país de fora do torneio terá a chance de disputar o Mundial.

O Irã atravessa um momento delicado após semanas de ataques militares envolvendo Estados Unidos e Israel, o que tem impactado diretamente o ambiente esportivo. Nesta quarta-feira, 11, o Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou à televisão estatal que a seleção não participará do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Regulamento não define critério para substituição

O regulamento do torneio, publicado em maio de 2025, prevê a possibilidade de retirada de seleções classificadas, mas não estabelece um procedimento automático para substituição.

O artigo 6.7 determina que, em caso de desistência ou exclusão de uma seleção, a própria FIFA decidirá como proceder e poderá convidar outra associação membro para ocupar a vaga.

Além disso, o documento prevê punições financeiras para seleções que abandonarem a competição. A multa mínima é de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para desistências até 30 dias antes do início do Mundial.

Se a retirada ocorrer dentro do mês que antecede a abertura da competição, o valor pode dobrar. As federações também podem ser obrigadas a reembolsar custos de preparação relacionados ao evento.

Quem pode herdar a vaga?

O Irã garantiu sua classificação com folga nas eliminatórias asiáticas, terminando na liderança do Grupo A com 23 pontos.

Caso a vaga precise ser redistribuída, algumas seleções aparecem como possíveis beneficiadas. Uma delas é a do Iraque, que venceu os Emirados Árabes Unidos na repescagem asiática e avançou para os playoffs intercontinentais.

Nesse cenário, o Iraque poderia enfrentar o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname por uma vaga no Mundial ou até ser escolhido diretamente pela FIFA, dependendo da decisão da entidade.

Outra seleção que observa a situação de perto é justamente a dos Emirados Árabes Unidos, próxima na hierarquia das eliminatórias asiáticas.

Fifa tenta evitar a desistência

Nos bastidores, a FIFA tem buscado conduzir o caso com cautela. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou recentemente que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reforçou que a seleção iraniana seria “bem-vinda” para disputar a Copa.

Mesmo assim, autoridades iranianas mantêm críticas à realização de partidas em território americano. A equipe está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos previstos em Los Angeles e Seattle.



Fonte: A Tarde

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