O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quarta-feira, 11, que não pretende “perder” nenhum dos partidos que fazem parte da base aliada, de olho nas eleições de 2026.
O governador foi questionado sobre o assunto pela imprensa durante agenda na governadoria, Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A declaração vem em um momento no qual há uma expectativa pela permanência ou não de partidos como o Podemos e o MDB.
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No caso da primeira sigla, aliados de primeira hora do governador, a exemplo do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), já admitem a possibilidade, ainda mais com as saídas do deputados Laerte do Vando (estadual) e Raimundo Costa (federal) para o Avante e PSD, respectivamente.
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Já a situação do MDB contempla a vice. Com as negociações em aberto com o PSD para ocupar a vaga, caciques emedebistas já tem manifestado insatisfação com o tratamento dado pelo Palácio de Ondina e há quem fale em retomada de laços com a oposição.
“Uma expectativa é que não possa ter evasão de partido. Eu espero que a gente possa, nessa semana que vem, tentar fechar, porque é o tempo também que os partidos precisam para poder garantir ali a composição da bancada federal e estadual. Então, eu estou lutando para que a gente não possa perder nenhum partido”, afirmou o governador.
Podemos de fora?
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), admitiu nesta quarta-feira, 11, a possibilidade de o Podemos deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“O Podemos realmente quer eleger deputados federais. Conversei com uma pessoa da direção nacional do partido e, se não tiver na base do governo a capilaridade necessária para isso, ele vai buscar outro cenário”, afirmou.
MDB rifado?
O MDB, que mantém o desejo da permanência do vice-governador Geraldo Júnior na cadeira, pode perder o espaço político no primeiro escalão do eventual segundo mandato de Jerônimo, mesmo após a confirmação do senador Jaques Wagner (PT).
O quadro mudou após viralizar um compartilhamento do link de um artigo encaminhado por Geraldo Jr. com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, no grupo Personalidades.
O emedebista, contudo, se desculpou com o cacique pestista e considerou o caso como “equívoco tecnológico”.
Vale lembrar que, durante a viagem do governador à Ásia, o senador Jaques Wagner (PT) antecipou a confirmação da chapa majoritária com o nome do emedebista entre os cabeças do processo eleitoral.
Fonte: A Tarde



