quarta-feira, março 11, 2026
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Raízen pede maior recuperação extrajudicial do Brasil

O caso é considerado o maior pedido desse tipo atualmente em andamento no país –

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolou na noite de terça-feira, 10, um pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas com bancos e detentores de títulos internacionais. O caso é considerado o maior pedido desse tipo atualmente em andamento no país.

Segundo informações do mercado, a empresa já conta com o apoio de mais de 40% dos credores. Com isso, solicitou a suspensão do vencimento das dívidas por 90 dias, período em que pretende estruturar um plano de reestruturação financeira para reorganizar o negócio.

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A crise da companhia se agravou a partir de 2024. Recentemente, os principais acionistas anunciaram uma capitalização de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da holding Aguassanta, de Rubens Ometto. No entanto, a efetivação desse aporte pode ser revista diante das negociações com credores.

Durante teleconferência com analistas, o presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que o valor previsto na capitalização não seria suficiente para resolver a situação financeira da empresa. Ele também defendeu a separação entre os negócios de açúcar e etanol e o de distribuição de combustíveis, proposta que encontrou resistência da Shell.

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A expectativa é que o processo de reestruturação possa alterar a composição acionária da companhia, inclusive com a possibilidade de conversão de dívidas em participação acionária. Paralelamente, a Raízen deve continuar com a venda de ativos, estratégia que já levou à negociação de usinas e empresas de energia distribuída consideradas não estratégicas.



Fonte: A Tarde

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