A morte do sargento da Polícia Militar Vagner Carneiro Firmo, de 44 anos, em Santaluz, na região sisaleira da Bahia, ganhou novos desdobramentos. Até o momento, três suspeitos morreram e seis pessoas foram presas durante ações policiais ligadas à investigação do crime.
Um dos mortos foi Joanderson Menezes Lima, de 34 anos, apontado como integrante do grupo investigado pelo crime. Ele morreu no bairro de São Cristóvão, em Salvador, no domingo, 8, após trocar tiros com policiais militares durante uma operação.
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Traficante morto em Salvador
A ocorrência aconteceu na 2ª Travessa 2 de Julho, quando equipes do Batalhão de Policiamento Tático Atlântico (BPT-A) e do BPATAMO foram até a região para localizar suspeitos que teriam vindo do interior para reforçar o tráfico local e que também estariam ligados à morte do policial em Santaluz.
Segundo a polícia, as guarnições foram recebidas a tiros em via pública. Houve revide e os suspeitos fugiram em diferentes direções. Um deles entrou em um imóvel e voltou a atirar contra os policiais. Após novo confronto, o homem foi encontrado ferido. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu.
Com o suspeito foram apreendidos:
- uma pistola calibre 9 mm com numeração suprimida;
- munições ;
- um rádio transmissor.
Outros dois suspeitos morreram em Santaluz
Além de Joanderson, outros dois suspeitos também morreram durante ações policiais relacionadas ao caso em Santaluz.
De acordo com as investigações, Alisson Araújo de Souza, de 17 anos, e outro homem ainda sem identificação formal, teriam confrontado equipes policiais durante diligências na região. Ambos foram baleados, socorridos, mas não resistiram.
Segundo a polícia, o grupo investigado estaria escondido em uma área de mata na zona rural do município, onde havia montado uma barraca improvisada.
Seis pessoas já foram presas
Durante a operação realizada no sábado, 7, equipes das forças de segurança cumpriram seis mandados de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento no assassinato do sargento e em outro homicídio ocorrido na cidade.
Além das prisões, um adolescente foi apreendido em flagrante por ato infracional. Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre .38 e seis munições.
As investigações apontam que os mesmos suspeitos também podem estar envolvidos na morte do servidor público Railton da Silva Reis, de 24 anos, assassinado em Santaluz no dia 4 de março.
Como o PM foi morto
O Portal A TARDE apurou que a morte do sargento Vagner Carneiro Firmo, que tinha 22 anos de serviço na Polícia Militar, ainda é cercada de mistérios.
Segundo informações preliminares, o policial estava de folga quando recebeu informações sobre a presença de homens suspeitos em uma área de mata. Ao chegar ao local para verificar a situação, en uma área rural nas proximidades do Açude Tapera, em Santaluz, ele teria encontrado um dos suspeitos do lado de fora de uma barraca improvisada e conseguiu rendê-lo.
No entanto, outros homens que estavam dentro da estrutura teriam aberto fogo contra o policial, que foi atingido e morreu no local.
O sargento era casado e pai de dois filhos. O sepultamento ocorreu no domingo, 8.
Versões sobre o crime
Apesar das prisões e mortes de suspeitos, ainda há dúvidas sobre o que realmente aconteceu no dia do crime. Uma das versões na qual o Portal A TARDE teve acesso, é que o policial teria sido chamado pelo sogro após ele perceber movimentação suspeita em um sítio da família. Ao chegar ao local, o sargento teria encontrado homens armados e iniciado a troca de tiros.
Outra hipótese, também apurada pelo reportagem é a de que o policial possa ter sido vítima de uma emboscada, versão que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
PM já foi investigado em operação no passado
O nome do sargento Vagner Carneiro Firmo também já havia aparecido em uma investigação anterior. Em 2023, ele foi um dos policiais citados na Operação Urtiga, que apurava a atuação de um suposto grupo de extermínio na região sisaleira da Bahia.
Na época, mandados de busca e apreensão foram cumpridos e alguns policiais foram afastados das funções durante as investigações. A defesa dos envolvidos contestou as acusações e afirmou que não havia provas que ligassem os agentes aos crimes investigados.
Não há confirmação se essa investigação tem relação com o caso atual.
Investigação continua
A Delegacia Territorial de Riachão do Jacuípe segue responsável pelas diligências para esclarecer completamente o caso.
A Polícia Militar lamentou a morte do sargento e destacou os 22 anos de serviços prestados à corporação, além de manifestar solidariedade à família, amigos e colegas de farda.
As autoridades continuam trabalhando para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da morte do policial.
Fonte: A Tarde



