A guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã tem afetado seriamente os preços médios de combustíveis à base de petróleo ao redor do mundo, inclusive no Brasil. No entanto, essa não é a única commodity afetada pelo conflito, ainda mais quando se observa que o transporte da maioria esmagadora dos produtos depende de combustíveis derivados do petróleo para serem transportados entre países, estados e municípios.
Ou seja, a alta nos preços do petróleo afeta diretamente o valor pago pelo consumidor em diversas outras mercadorias.
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Apesar do aumento dos preços no início desta guerra não ser tão acentuado como o que foi registrado do início do conflito entre Rússia e Ucrânia, o índice CRB, que contempla uma cesta de commodities, acumula elevação de 13,5%, enquanto o índice GSCI de commodities, impactado sobretudo pelo petróleo, subiu 19%.
Em resumo, a alta do petróleo, a principal mercadoria envolvida na disputa no Oriente Médio, eleva os custos da produção, dos fretes e dos fertilizantes, elementos que dão sustentação aos preços das commodities.
Quais produtos estão em alta?
Produtos que estavam com tendência moderada nos preços voltaram a subir. O café, por exemplo, acumula alta de 6% desde o início do conflito.
No entanto, produtos que têm uma relação mais direta com o petróleo, como os óleos vegetais, subiram com intensidade maior, já que eles podem ser utilizados como biocombustíveis e substituir parte da demanda por petróleo.
O óleo de soja, que funciona como biodiesel na mistura com diesel, está 7% mais caro no mercado internacional neste mês, o que pode afetar diretamente Estados Unidos e Brasil, os dois principais produtores mundiais de soja.
O óleo de palma, também importante na mistura com diesel, subiu 5% no mês, enquanto o óleo de girassol, próximo do patamar de 2022, subiu 6% neste mês. Além disso, açúcar e milho também tiveram altas provocadas pelo petróleo, já que podem ser utilizados como matérias-primas para a produção de etanol.
Seguindo tendências externas, o mercado brasileiro registra também alta nos preços do arroz e do trigo.
Fonte: A Tarde



