A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana.
O barril do Brent encerrou esta sexta-feira, 6, cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana.
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Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana. Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30.
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O movimento ocorre em meio ao agravamento da guerra envolvendo o Irã e às crescentes preocupações com o abastecimento global de energia.
Escalada da guerra no Irã
A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a “rendição incondicional” do Irã. O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico.
Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra. Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem.
A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações.
Ataques também atingiram navios que transportam petróleo. Em terra, o conflito também se intensificou.
O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos.
No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos. Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia.
Rotas de petróleo entram em alerta
Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades. O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação.
Caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias.
Outros países também adotaram medidas emergenciais. A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes.
O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.
Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo.
Fonte: A Tarde



