O Ministro da Educação, Camilo Santana, participou, nesta quinta-feira, 5, da cerimônia de inauguração da nova ala de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Professor Edgar Santos (Hupes), unidade vinculada à Universidade Federal da Bahia (UFBA) e administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O hospital está localizado no bairro do Canela, em Salvador.
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Em coletiva de imprensa, o ministro destacou a importância dos hospitais universitários para o sistema público de saúde e para a formação de profissionais.
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“Essa rede de hospitais universitários que nós temos aqui é a maior rede de hospitais públicos do sul global. São hospitais importantes para garantir, primeiro, atendimento pelo SUS à população e, depois, são hospitais de ensino, de pesquisa de formação médica”, afirmou.
Cursos de medicina da Bahia se destacam no Enamed
Durante o evento, Camilo citou ainda os resultados recentes do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), iniciativa do Ministério da Educação (MEC), conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em colaboração com a Ebserh. Segundo ele, as instituições públicas apresentaram os melhores desempenhos.
“O resultado foi que as nossas instituições públicas foram os melhores resultados do Brasil. Muitas com nota 5 e nota 4, as maiores notas. A gente vai olhar para as universidades privadas: mais da metade delas tiveram nota 1 e 2. Não que a gente não queira as universidades privadas também, mas a gente quer que elas sejam boas e formem bons profissionais, até porque elas cobram para isso”, pontuou.
Dados da Bahia no Enamed
Na Bahia, segundo os dados divulgados pelo Enamed 2025, os cursos de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), no município de Ilhéus, e da Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista, estão entre as quatro universidades públicas da Bahia que alcançaram o conceito máximo (nota 5).
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Os demais cursos foram os da Universidade Federal da Bahia (UFBA), oferecido no Campus de Vitória da Conquista, e o da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Paulo Afonso.
Dentre os 26 cursos de Medicina avaliados em instituições públicas e privadas no estado baiano, os da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), disponibilizado em Feira de Santana; da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador; e da UESB, no Campus de Jequié, atingiram a nota 4, que também é considerada satisfatória. Os resultados apresentados se referem aos 351 cursos que participaram do exame.
O papel estratégico das universidades públicas na produção científica também foi destacado pelo ministro. Segundo ele, cerca de 90% das pesquisas realizadas no país são desenvolvidas por instituições públicas, tanto federais quanto estaduais.
“É bom lembrar que muita gente só tinha oportunidade de fazer uma faculdade federal na capital. Hoje nós temos uma rede de universidades no interior e temos uma rede de institutos federais também no interior. Por isso, abre as portas para que a nossa juventude tenha a oportunidade de ter acesso ao ensino superior. O papel da universidade, além de graduação, é um papel de pesquisa e de extensão. Muitos projetos para a sociedade, para as comunidades, para a periferia, para tentar trazer soluções importantes para a comunidade”, disse.
Investimentos de R$ 40 milhões
Presente na agenda, a secretária estadual de Educação da Bahia, Rowenna Brito, disse que a nova ala do hospital fortalece a formação dos estudantes e amplia as possibilidades de pesquisa tanto no ensino superior quanto na educação básica.
“Nas obras do PAC, por exemplo, temos mais de 10 escolas e creches sendo inauguradas. E hoje temos uma entrega tão importante, que é essa área do laboratório, para a gente poder avançar na pesquisa, uma área de prática para os estudantes. A universidade é esse lugar da formação dos estudantes”, destacou.
Durante a solenidade, também foram assinadas ordens de serviço para novas obras no hospital universitário, com investimentos superiores a R$ 40,7 milhões. Os recursos são provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de recursos próprios.
Fonte: A Tarde



