quarta-feira, março 4, 2026
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Pablo quebra o silêncio sobre ‘plágio’ de Bruno Mars: “Fiquei surpreso”

Pablo do Arrocha e Bruno Mars estão no centro de um debate iniciado por internautas nas redes sociais após o lançamento de ‘The Romantic’, novo álbum do cantor havaiano. O público apontou semelhanças entre a canção ‘Risk It All’ e ‘Imprevistos’, composta por Aparecida de Fátima Leão Moraes e lançada em 2015, no álbum ‘Desculpe Aí’, de Pablo.

Diversas pessoas passaram a afirmar que Bruno, dono de hits como ‘Talking to the Moon’ e ‘Locked Out of Heaven’ teria plagiado o baiano. A semelhança entre as canções está, para o público, na melodia, especialmente no refrão.

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Questionado pelo Portal A TARDE sobre o assunto, Pablo disse que escutou a música, mas evitou polêmicas. “A internet me marcou tanto que eu fiquei curioso. Olha, música tem dessas coisas… às vezes uma melodia lembra outra, principalmente quando a gente fala de sentimento, de dor, de sofrência”, pontuou.

O que eu posso dizer é que fiquei surpreso com a comparação e, ao mesmo tempo, orgulhoso de ver uma música do nosso repertório sendo colocada lado a lado com um artista do tamanho de Bruno Mars.

Pablo do Arrocha – cantor

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O cantor baiano revelou que ficou emocionado com o movimento do público saindo em sua defesa. “O carinho do público é algo que não tem preço. Ver as pessoas defendendo, comentando, comparando, mostrando trechos. Isso mostra o quanto ‘Imprevistos’ marcou a vida delas. A internet é muito rápida. Eu sou grato demais por quem me acompanha e vibra comigo, mas acredito que tudo deve ser tratado com respeito”, destacou.

Pablo disse ainda que o fato de ter sido Bruno Mars chama mais atenção e ganha outra proporção: “A gente está falando de um artista mundial, premiado, que lota estádios. Quando envolve alguém desse tamanho, a repercussão ganha outra proporção”.

O artista ressaltou, porém, que independente de ser um artista brasileiro ou internacional, “o mais importante é a verdade e o respeito à música. A arte é universal. O sentimento que eu canto aqui na sofrência pode atravessar oceanos”.

Feat no radar?

Após a repercussão do “plágio”, Pablo até brincou com o assunto nas redes sociais e chegou a marcar Bruno em uma publicação no Instagram — motivo suficiente para os fãs passarem a especular uma possível contribuição entre os artistas.

Eu levei na brincadeira porque acredito que a vida também precisa ser leve. Marquei mesmo. Já pensou um feat? Ia ser a sofrência encontrando o groove!

Pablo do Arrocha – cantor

“Eu admiro a trajetória de Bruno Mars. Ele é um artista completo, canta, dança, compõe, produz… construiu uma carreira sólida no pop mundial. Se um dia rolar um convite, eu topo. Imagina ‘Imprevistos’ numa versão meio R&B com tempero de arrocha? O mundo não está preparado. Mas, acima de tudo, eu sigo focado na minha música, no meu público e na verdade que eu canto”, completou.

Foi plágio?

O Portal A TARDE ouviu o músico Henrique Badermann, diretor da Badermann Academia de Música. Segundo o especialista, a comparação entre ‘Risk It All’ e ‘Imprevistos’ revela que há, de fato, uma semelhança perceptível na melodia do refrão, o que explica a associação feita pelo público.

“No entanto, do ponto de vista técnico-musical, essa semelhança não é suficiente para caracterizar plágio”, afirmou.

Badermann pontuou que, para que se configure plágio melódico, não se analisa apenas a altura das notas — registro vocal ou região melódica —, mas também o padrão rítmico, os intervalos entre as notas, o fraseado e a função estrutural da melodia dentro da música — por exemplo, se ocorre no refrão ou no verso.

“Uma sequência de notas semelhante, quando organizada com um ritmo diferente, já configura uma melodia distinta. Isso reduz significativamente a possibilidade de caracterização de cópia. Do ponto de vista estatístico, considerando um refrão curto com cerca de 16 notas (ou sílabas musicais) e apenas as sete notas naturais da escala (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si), a probabilidade de duas melodias serem exatamente iguais é extremamente baixa, da ordem de 1 em dezenas de trilhões, mesmo antes de se considerar o fator rítmico”, explicou.

Quando se inclui o ritmo, essa probabilidade se torna ainda menor. Assim, a análise musical sugere que há uma proximidade estética e perceptiva, mas não identidade melódica suficiente para caracterizar plágio deliberado.

Henrique Badermann – músico e diretor da Badermann Academia de Música.

Ouça as músicas:



Fonte: A Tarde

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