A soberania da Starlink, de Elon Musk, no mercado de internet via satélite em áreas remotas do Brasil acaba de ganhar um concorrente de peso. A Anatel concedeu autorização para que a constelação chinesa SpaceSail (também conhecida como Qianfan) inicie suas operações no país.
O projeto utiliza satélites de órbita baixa (LEO), uma tecnologia que garante conexões de alta velocidade e baixa latência, ideal para regiões rurais, fazendas e comunidades isoladas onde a fibra óptica não chega.
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O que é a SpaceSail e como ela funciona?
Diferente dos satélites tradicionais que ficam a 35 mil km de distância (geoestacionários), os satélites da SpaceSail orbitam a cerca de 500 km da Terra. Isso permite uma troca de dados muito mais rápida, comparável às redes terrestres.
- Foco: Serviços residenciais, corporativos e governamentais.
- Capacidade inicial: A Anatel autorizou a operação de 324 satélites no território brasileiro.
- Prazo operacional: A empresa tem até dois anos para iniciar as operações, com a meta de ter 10% da frota ativa até julho de 2031.
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Impacto no bolso do consumidor brasileiro
A chegada de um player estatal chinês deve acirrar a disputa comercial. Atualmente, a Starlink domina o setor no Brasil desde 2022, mas a entrada da SpaceSail pode gerar:
- Redução de preços: A concorrência direta costuma forçar a queda no valor das mensalidades e dos kits de antena.
- Melhoria de sinal: Mais satélites no céu significam uma rede mais estável e com menos “pontos cegos”.
- Expansão do agro: O agronegócio brasileiro, que depende de conectividade para máquinas autônomas e monitoramento, será um dos maiores beneficiados.
Fonte: A Tarde



