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morre Dennis Carvalho, diretor que mudou a TV

Um dos pilares da televisão brasileira, Dennis Carvalho morreu na manhã deste sábado, 28, no Rio de Janeiro, aos 78 anos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.

A própria unidade confirmou o falecimento e informou que não possui autorização da família para divulgar detalhes sobre a causa da morte. Em nota, o hospital manifestou pesar e solidariedade a parentes, amigos e admiradores do artista.

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Em dezembro de 2022, Dennis chegou a ser hospitalizado após um quadro de septicemia, uma infecção generalizada. Dias depois, recebeu alta médica, após apresentar melhora clínica.

Ao longo da vida, construiu uma trajetória que atravessou gerações — tanto na frente das câmeras quanto nos bastidores.

Das primeiras emissoras à consolidação na Globo

O vínculo com a televisão começou ainda na década de 1960. Dennis passou pela TV Paulista e pela TV Tupi antes de integrar o elenco da TV Globo, em 1975. Na emissora, foi escalado inicialmente para atuar em “Roque Santeiro”, produção que acabou vetada pela censura e não chegou a ser exibida naquele momento.

Dois anos depois, em Locomotivas, viveu o personagem Netinho e, nas semanas finais da trama, assumiu a direção de algumas cenas — uma experiência que marcaria o início de sua atuação por trás das câmeras. A partir dali, consolidou uma carreira dupla.

Em Malu Mulher, interpretou Pedro Henrique e aprofundou o interesse pela direção. Ele costumava recordar que aproveitava os intervalos de gravação para observar atentamente o trabalho de Daniel Filho, acompanhando de perto os processos técnicos nos estúdios.

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Parcerias que viraram marcos

Nas décadas seguintes, Dennis comandou produções que se tornaram referência na teledramaturgia nacional. A parceria com o autor Gilberto Braga rendeu obras como Vale Tudo, Anos Rebeldes e Celebridade. As produções ficaram conhecidas por discutir temas políticos e sociais e por trazerem novas abordagens estéticas à televisão.

Ele também esteve à frente de novelas como Babilonia e Segundo Sol, além de participar de diversos outros projetos na emissora.

Nos estúdios, era reconhecido pela postura firme e pelos bordões que atravessaram décadas, como o clássico “Silêncio!” antes das gravações e o bem-humorado “Fora, Vídeo Show!”.

Mestre nos bastidores

Mais do que dirigir sucessos, Dennis foi apontado como um dos principais formadores de diretores da Globo. Profissionais que hoje ocupam posições de destaque passaram por suas equipes e atribuem a ele parte fundamental de sua formação técnica e artística.

O método combinava disciplina e criatividade. Ao mesmo tempo em que exigia precisão, mantinha nos bastidores um ambiente marcado por brincadeiras e leveza com elenco e equipe.

A morte de Dennis Carvalho encerra uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia brasileira. Ele deixa familiares, amigos, colegas de profissão e um legado que ajudou a consolidar a linguagem da novela no país e a moldar padrões narrativos que influenciaram a televisão nas décadas seguintes.



Fonte: A Tarde

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