Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban –
Um acordo de US$ 110 bilhões pode redesenhar o mapa do entretenimento mundial. Com a incorporação da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, a família Ellison deixa de ser apenas um nome da tecnologia para assumir o controle de um dos maiores catálogos de filmes e séries de Hollywood.
A operação transforma David Ellison — até pouco tempo dono da modesta Skydance Media — em comandante de um portfólio que reúne franquias bilionárias, produções premiadas e bibliotecas históricas que moldaram gerações.
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Warner Bros.: um cofre com mais de 10 mil filmes
A Warner Bros. passa a integrar o núcleo central do novo império. Trata-se do segundo maior acervo cinematográfico de Hollywood, atrás apenas da Disney.
Entre as franquias que entram no controle dos Ellison estão Harry Potter, Batman, Invocação do Mal e O Senhor dos Anéis — marcas que movimentam bilhões em bilheteria, licenciamento e streaming.
O estúdio também abriga personagens clássicos da cultura pop como Scooby-Doo, Os Flintstones e Pernalonga.
Mas o poder da Warner não está apenas nas franquias atuais. Sua biblioteca ultrapassa 10 mil títulos, incluindo obras como Casablanca. Após aquisições feitas nos anos 1990, o catálogo também passou a reunir clássicos como O Mágico de Oz e E o Vento Levou.
Além do conteúdo, há a estrutura: o estúdio em Burbank, na Califórnia, ocupa quase 400 mil metros quadrados e conta com mais de 30 sets de filmagem.
HBO: a joia da televisão premium
No universo das séries, a HBO é considerada há décadas a referência máxima de qualidade.
Pertencente à Warner Bros. Discovery, a marca conquistou o Emmy de melhor drama oito vezes na última década, superando concorrentes como Netflix, Apple e Amazon.
Entre os títulos recentes estão o drama médico The Pitt e o novo derivado de Game of Thrones, A Knight of the Seven Kingdoms.
O catálogo histórico é ainda mais robusto: The Sopranos, Sex and the City, Veep e The Wire seguem como pilares da televisão contemporânea. Soma-se a isso produções licenciadas, como Heated Rivalry, adquirida no Canadá.
Com a conclusão do acordo, toda essa biblioteca passa para a órbita dos Ellison — um ativo considerado estratégico no mercado de streaming.

Paramount Pictures: um estúdio clássico sob pressão
A Paramount Pictures, que já estava sob o guarda-chuva da família após a fusão com a Skydance em 2025, foi o quarto maior estúdio de Hollywood naquele ano, com cerca de US$ 565 milhões em bilheteria doméstica, segundo a Comscore.
O desafio é evidente: muitas de suas principais franquias já foram amplamente exploradas. Entre elas estão Missão: Impossível, Star Trek e Transformers, que agora dependem de revitalização para manter relevância.
O acervo, no entanto, é imponente. São mais de 4 mil filmes, incluindo Top Gun, O Poderoso Chefão e Grease.
A estrutura física também impressiona: o estúdio ocupa mais de 200 mil metros quadrados e possui um tanque com capacidade para 900 mil galões de água destinado a cenas aquáticas.

Paramount+: estratégia baseada em séries de franquia
No streaming, o Paramount+ soma 79 milhões de assinantes. Após assumir a Paramount, David Ellison recrutou Cindy Holland — conhecida por sua atuação na estratégia original da Netflix — para comandar a plataforma.
O serviço reúne produções como Landman, Tulsa King, 1923 e Lioness, todas assinadas por Taylor Sheridan. O estúdio mantém os direitos sobre futuras produções televisivas do criador até o fim de 2028.
Também integram o catálogo o universo Star Trek e transmissões do UFC.

Um império construído sobre histórias
Embora o acordo envolva empresas de tecnologia e canais de notícias, o verdadeiro peso da operação está nas propriedades criativas.
Somados, Warner Bros., HBO, Paramount Pictures e Paramount+ representam dezenas de franquias ativas, milhares de filmes históricos e algumas das séries mais premiadas da televisão moderna.
Se confirmado integralmente, o negócio coloca a família Ellison na mesma órbita de gigantes como a Disney no que diz respeito ao controle de conteúdo.
Fonte: A Tarde



