Deputados e senadores da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram na presidência do Congresso Nacional, na quinta-feira, 26, um recurso pedindo a anulação da sessão da CPMI do INSS que aprovou requerimentos para a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
O pedido, assinado por 14 parlamentares, será analisado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No documento, os congressistas também solicitam a abertura de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado contra Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão.
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Por que querem anular a votação?
Aliados de Lula querem suspender os efeitos da votação que autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha sob alegação de “nítida parcialidade na condução dos trabalhos”.
Segundo o grupo, a maioria dos presentes na reunião era governista, o que “reforça a conclusão de que houve erro na proclamação do resultado da votação simbólica”.
Os parlamentares afirmam ainda que há uma foto do momento em que os 14 governistas ficaram de pé para rejeitar o requerimento.
Soco e bate-bocas
A decisão de quebrar o sigilo do filho de Lula e os questionamentos da base provocaram tumulto na sessão da CPMI na quinta-feira, levando à suspensão dos trabalhos. Na ocasião, a Polícia Legislativa precisou intervir.
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O que motivou a quebra de sigilo?
A CPMI apura fraudes estimadas em cerca de R$ 6 bilhões no INSS, envolvendo sindicatos e prestadores de serviço. O nome de Lulinha aparece em mensagens interceptadas que citam repasses financeiros e também em registros de uma viagem a Lisboa ao lado de um suposto operador do esquema.
Em depoimento sobre as irregularidades na Previdência, uma testemunha afirmou que Lulinha teria recebido valores de “Careca do INSS”, incluindo repasses mensais estimados em R$ 300 mil.
Fonte: A Tarde



