quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Jerônimo minimiza dados de pesquisas e reafirma agenda de gestão

Governador ressalta que pesquisas representam “retrato do momento” –

Em meio à divulgação de novos levantamentos de aprovação popular e intenções de voto, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), adotou um tom de cautela e pragmatismo. Durante entrevista ao A TARDE Cast, nesta quinta-feira, 26, sob ancoragem de Yuri Abreu e Eduardo Dias, ao ser questionado sobre os números mais recentes, o chefe do Executivo estadual afirmou que a prioridade permanece na execução de metas do governo, desvinculando o ritmo da gestão dos índices de popularidade momentâneos.

Para Jerônimo, as pesquisas representam um “retrato do momento” que não deve ditar a estratégia de longo prazo do Estado. O governador destacou que, embora os dados ofereçam um panorama das percepções locais, o compromisso principal é com a continuidade das entregas.

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“Ainda não analisei a pesquisa. Independente do que a pesquisa diz, vou continuar trabalhando. Meu desejo é esse”, declarou o governador.

Pragmatismo político

A fala reflete uma postura comum em líderes que buscam evitar o “clima de já ganhou” ou o desgaste por oscilações negativas. Jerônimo pontuou que as variações regionais são naturais, mas que o foco técnico da equipe não vai ser alterado por variações estatísticas.

“As pesquisas às vezes veem uma vantagem aqui e outra ali, mas não me apego a isso. Sei que preciso trabalhar, pois a pesquisa é algo pontual e de momento”, afirmou Rodrigues.

A declaração surge em um momento em que a oposição e a base aliada começam a desenhar o tabuleiro para os próximos ciclos políticos.

Oposição nacional

Jerônimo comentou também os resultados da recente pesquisa Atlas Intel, encomendada pelo Grupo A TARDE, que testou o desempenho do presidente Lula contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em cinco cenários distintos. Para o chefe do Executivo baiano, a pontuação do clã Bolsonaro não reflete necessariamente a força individual do senador, mas sim a consolidação de um nicho de mercado eleitoral que votaria em qualquer nome indicado pela ala direitista.

Ao ser questionado sobre os números que colocam Lula à frente de Flávio, Jerônimo adotou um tom de cautela técnica, mas foi incisivo na leitura política do “teto” da oposição.

“Olha, também não estudei para ver qual foi o cenário que repercutiu. A gente sabe que o bolsonarismo tem por baixo os 20% ou 30% dele. Na minha avaliação, sem qualquer desmerecimento por qualquer candidato, é que se botar qualquer pessoa ali já sai juntando isso”, disse o governador.

A fala sugere que a estratégia do PT vai ser focar na comparação de projetos e na manutenção da base aliada, tratando a candidatura de Flávio Bolsonaro — ou de outros nomes da oposição — como um fenômeno de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisa mencionada testou a resiliência de Lula frente a diferentes nomes da direita. Embora Lula lidere nos cenários contra Flávio Bolsonaro, os dados mostram uma polarização ainda acentuada no país.

Estratégia de polarização

A fala do governador reforça a estratégia do grupo governista de nacionalizar o debate na Bahia, vinculando os adversários locais à figura de Bolsonaro — que possui altos índices de rejeição no estado, onde o presidente Lula tradicionalmente obtém vitórias expressivas.



Fonte: A Tarde

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