quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Rede de supermercados famosa pode fechar as portas no Brasil

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) pode encerrar suas atividades em breve no Brasil. Sofrendo um prejuízo financeiro, a rede de supermercados está buscando renegociar dívidas e contratos, a fim de cortar despesas operacionais e manter as mais de 700 lojas físicas espalhadas pelo país.

De acordo com dados contidos na demonstração financeira do grupo, referente ao quarto trimestre de 2025, o GPA registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões. Apesar do valor alto, a perda é menor com relação ao mesmo período de 2024, onde a rede perdeu cerca de R$ 1,104 bilhão.

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Em nota, o GPA celebrou a mudança significativa de um ano para o outro. “Apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período. Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, escreveram.

Atualmente, o faturamento do grupo de supermercados chega ao montante de R$ 20,6 bilhões de faturamento, sendo o quinto maior do Brasil. Entretanto, a empresa conta com 37 mil empregados e 728 lojas, o que não comporta o valor recolhido pela receita.

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Problema antigo

Apesar da evidência recente de crise, o GPA sofre com este problema desde a gestão anterior. Segundo o CEO Alexandre Santoro, que assumiu o cargo há dois meses, a companhia herdou as dívidas deixadas por controladores e gestores anteriores.

“Uma companhia com a operação, a marca e a posição de mercado que o GPA possui não pode permanecer anos sem gerar caixa. O momento é de mudança. Mais que isso, de transformação. Uma empresa com marca e posição de mercado que temos não pode ficar períodos sem gerar caixa”, disse ele durante uma teleconferência de resultados com analistas e jornalistas.

Santoro ainda reforçou que a principal alternativa do grupo é cortar gastos e aumentar a receita, reduzindo os investimentos pela metade, aplicando apenas R$ 350 milhões. Além de negociar com credores e vender imóveis que não estão sendo utilizados pelo grupo.



Fonte: A Tarde

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