Novo filme da Netflix vem conquistando espectadores ao apostar em uma narrativa intensa –
A quarta-feira marca o meio da semana, aquele momento em que o cansaço já aparece, mas a sexta-feira ainda parece distante. Para muitos, é também o dia perfeito para desacelerar à noite e mergulhar em boas histórias no streaming, mantendo viva a tradição da maratona mesmo longe do fim de semana.
E, atualmente, um novo filme de guerra da Netflix tem chamado atenção justamente por entregar uma experiência forte e impactante.
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Já ocupando a quarta posição no TOP 10 da plataforma, O Mundo Vai Tremer vem conquistando espectadores ao apostar em uma narrativa intensa baseada em acontecimentos reais, transformando a noite de quarta-feira em uma sessão cinematográfica marcada por tensão, emoção e reflexão histórica.
A produção apresenta a história real de um grupo de judeus que tentou escapar de uma prisão alemã durante o Holocausto, tornando-se testemunhas fundamentais dos horrores cometidos nos campos de concentração.
Em 19 de janeiro de 1942, Solomon Wiener e Michael Podchlebnik escapam do primeiro campo de extermínio nazista e se tornam as primeiras pessoas a relatar ao mundo o assassinato sistemático promovido pelo Terceiro Reich.
Uma história real sobre sobrevivência e resistência
Há momentos em que continuar respirando já é um ato político, e falar a verdade pode custar a própria vida. O Mundo Vai Tremer acompanha justamente esse limite extremo, em que sobreviver significa conviver diariamente com o horror e, ainda assim, encontrar forças para reagir.
Dirigido por Lior Geller e estrelado por Oliver Jackson-Cohen, Jeremy Neumark Jones e Charlie MacGechan, o filme mergulha na história real de Solomon Wiener e Michael Podchlebnik, judeus poloneses forçados a trabalhar no campo de extermínio de Chełmno durante a ocupação nazista.
O longa reconstrói um dos episódios mais chocantes do Holocausto e tem base direta em acontecimentos históricos. A narrativa acompanha a fuga de dois prisioneiros do campo de extermínio de Chełmno, na Polônia ocupada, considerado o primeiro centro nazista criado exclusivamente para assassinato em massa.
Para alcançar precisão histórica, o diretor e roteirista Lior Geller dedicou cerca de dez anos à pesquisa sobre o episódio. O projeto contou com a colaboração da Dra. Na’ama Shik, pesquisadora do memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém.
O ator Oliver Jackson-Cohen, que interpreta Solomon, afirmou em entrevistas que cada elemento central do roteiro está ancorado em testemunhos documentados.
O funcionamento do campo de extermínio de Chełmno
Diferentemente de Auschwitz e outros complexos que utilizavam trabalho forçado, Chełmno foi estruturado com um único objetivo: o extermínio imediato. Sob comando do oficial nazista Herbert Lange, famílias judias eram enganadas com promessas de reassentamento e emprego.
Na prática, as vítimas eram obrigadas a se despir e confinadas na parte traseira de caminhões adaptados. O monóxido de carbono do escapamento era redirecionado para o compartimento fechado, causando morte por asfixia durante o trajeto até valas comuns na floresta.
O filme retrata com precisão o funcionamento desses caminhões de gás e o papel do chamado Sonderkommando, grupo de prisioneiros forçados a lidar com os corpos e organizar enterros em massa.
Os protagonistas são baseados em figuras históricas reais: Szlama Ber Winer, chamado no filme de Solomon, e Michał Podchlebnik, representado como Michael. Ambos foram obrigados a trabalhar na remoção de corpos e no descarte de pertences das vítimas.
Fonte: A Tarde



