terça-feira, fevereiro 24, 2026
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Capetinha não conseguiria pagar dívida mesmo ganhando duas vezes o BBB

O ex-jogador e campeão do mundo Edilson “Capetinha”, de 55 anos, foi muito comentado neste ano pela participação no Big Brother – mas também vem protagonizando um processo judicial de uma dívida de mais de 13 milhões de reais.

Agora, o atleta enfrentará uma audiência de conciliação na próxima quinta-feira, 26, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. A sessão ocorrerá no Fórum 2 de Julho e faz parte das tentativas de negociação da dívida trabalhista que Edilson tem na Bahia.

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Segundo informações do tribunal, o débito atualizado soma R$ 13.222.121,81. Desse total, cerca de R$ 11,4 milhões correspondem a ações ainda pendentes de pagamento, enquanto aproximadamente R$ 1,8 milhão refere-se a tributos vinculados aos processos.

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Origem das ações

As cobranças começaram a partir de processos movidos contra empresas ligadas ao ex-atleta, como a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder. Com o avanço das execuções e a constatação de que as empresas não possuíam patrimônio suficiente para quitar os débitos, a Justiça determinou a desconsideração da personalidade jurídica.

Na prática, isso permitiu que a execução atingisse diretamente pessoas físicas, incluindo o próprio Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira. Ao longo dos anos, outras empresas registradas em nome do ex-jogador também passaram a integrar o polo passivo das ações.

Apreensão da mansão

Os processos foram centralizados por uma comissão formada em 2016, que representa 32 reclamantes distribuídos originalmente em 28 ações. Até o momento, 18 delas foram encerradas mediante pagamento ou penhora de bens, totalizando cerca de R$ 56 milhões já quitados.

Durante o curso das execuções, familiares chegaram a figurar como responsáveis em determinados momentos. Em algumas situações, bens da mãe de Edilson foram penhorados. Um dos casos resultou na apreensão de uma mansão no Horto Florestal, em Salvador, avaliada em R$ 3 milhões.

Tentativas de bloqueio de rendimentos

Em 2021, uma das ações, no valor aproximado de R$ 1,4 milhão, resultou na autorização para penhora de parte da remuneração que Edilson recebia como comentarista da TV Band.

Embora a emissora tenha informado que o vínculo era por meio de empresa, os repasses à Sobebola, responsável por sua representação, sofreram descontos que chegaram a 50% do valor mensal, e o ex-jogador deixou a emissora meses depois.

Capetinha integrou o grupo Camarote do BBB 26 | Foto: Divulgação

Mais recentemente, a participação de Edilson no BBB 26 reacendeu o debate sobre o pagamento da dívida. A advogada que representa os credores chegou a solicitar que a TV Globo fosse notificada para eventual bloqueio do prêmio do programa, que poderia chegar a R$ 5,4 milhões. No entanto, o ex-atleta foi expulso do reality antes que o pedido fosse analisado.

Acordos pela Copa

Na decisão que marcou a audiência, o juiz substituto Murilo Carvalho Sampaio Oliveira mencionou a repercussão nacional da participação de Edilson no programa e destacou a possibilidade de contratos publicitários, especialmente em ano de Copa do Mundo.

O magistrado apontou que, fora do confinamento, aumentam as chances de negociação e eventual geração de receitas capazes de viabilizar um acordo.

Até o momento, segundo o TRT-5, não houve formalização de proposta direta de negociação por parte da defesa junto ao tribunal.

Defesa de Edilson

Em nota, os advogados do ex-jogador reconhecem a existência das execuções e do saldo devedor. A defesa afirma que Edilson enfrentou um período de dificuldades pessoais e de má gestão empresarial, o que teria agravado o passivo ao longo dos anos.

Os representantes sustentam que aproximadamente R$ 56 milhões já foram pagos nas execuções e que o valor remanescente, próximo de R$ 13 milhões, segue sujeito a atualização. Alegam ainda que o ex-atleta não dispõe atualmente de patrimônio relevante nem da renda que possuía durante a carreira profissional.

Segundo a defesa, antes mesmo de entrar no BBB 26, houve tentativa de contato com a comissão de credores para discutir um plano de pagamento baseado em futuras receitas, como contratos de publicidade.

Além das ações trabalhistas, reportagens anteriores indicaram que o ex-jogador também acumulou cerca de R$ 2 milhões em atrasos de pensão alimentícia, situação que, segundo familiares, já teria sido regularizada.



Fonte: A Tarde

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