Grupo está sob custódia das autoridades no Zoológico de Guadalajara –
O que deveria ser um final de semana de lazer transformou-se em um cenário de confinamento e incerteza para 1.080 turistas no estado de Jalisco. Desde o último domingo, 22, o grupo está sob custódia das autoridades no Zoológico de Guadalajara, impossibilitado de retornar às suas cidades de origem devido aos violentos bloqueios de estradas que atingem o oeste do México.
A crise foi desencadeada pela morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O traficante foi morto em uma operação que contou com suporte da inteligência dos Estados Unidos.
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Em represália, o grupo criminoso iniciou uma ofensiva que resultou em incêndios de comércios e confrontos armados.
Acampamento de emergência
De acordo com o jornal El Universal, o grupo — composto por adultos e crianças — passou a noite de domingo dentro de 21 ônibus, cinco vans e quatro carros no estacionamento do zoológico. Os turistas são provenientes dos estados de Nayarit, Colima, Aguascalientes, Zacatecas e Michoacán.
A assistência logística e médica está sendo coordenada pelo Sistema de Desenvolvimento Integral da Família (DIF) de Jalisco, com apoio da polícia e da equipe do zoológico.
“Aguardamos instruções de segurança para liberar o comboio, pois o risco nas estradas ainda é considerado alto”, informou uma autoridade local.
Retaliação e morte
A operação que vitimou “El Mencho” e outros oito integrantes do cartel teve um custo alto para as forças de segurança. Omar García Harfuch, secretário de Segurança e Proteção Cidadã, confirmou a morte de pelo menos 25 agentes da Guarda Nacional e de uma civil.
Do lado dos criminosos, 30 mortes foram registradas e 70 pessoas acabaram presas em sete estados.
O ministro da Defesa, Ricardo Trevilla, revelou que informações cruciais para a localização do narcotraficante partiram de uma parceira amorosa de Oseguera.
Enquanto o governo tenta retomar o controle, imagens de Puerto Vallarta mostram colunas de fumaça e estabelecimentos destruídos, evidenciando a escala da violência que paralisou a região.
Fonte: A Tarde



