domingo, fevereiro 22, 2026
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Ofensiva russa atinge energia e civis às vésperas de 4 anos de guerra

Em um dos ataques mais coordenados dos últimos meses, a Rússia lançou, neste domingo, 2, uma ofensiva maciça com cerca de 50 mísseis e 300 drones contra diversas regiões da Ucrânia.

O bombardeio ocorre a apenas dois dias do quarto aniversário da invasão russa e teve como alvos principais a infraestrutura energética, redes ferroviárias e áreas residenciais, agravando a crise humanitária sob temperaturas de até -10°C.

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Terror

Na capital, Kiev, e nos subúrbios, o cenário foi de pânico. Explosões de mísseis balísticos foram registradas durante a madrugada, deixando ao menos um morto e dezenas de feridos, incluindo quatro crianças.

Em Sofiivska Borshchagivka, moradores relataram o tremor de edifícios em áreas estritamente civis.

“Não há instalações militares aqui, apenas escolas e casas”, afirmou Anton, morador local. No oeste do país, em Lviv, explosões no centro da cidade vitimaram uma policial e feriram outras 15 pessoas, em um ato classificado pelo prefeito Andrii Sadovy como “terrorista”.

Crise diplomática

O presidente Volodimir Zelensky denunciou a prioridade russa pelo conflito em detrimento do diálogo.

“Moscou investe mais em ataques do que em diplomacia”, afirmou. A ofensiva sistemática contra a rede elétrica forçou a Ucrânia à sua pior crise de energia desde 2022, em meio ao inverno rigoroso.

No campo diplomático, a tensão se estende à União Europeia. A Hungria anunciou o bloqueio de um novo pacote de sanções contra o Kremlin, justificando a decisão pela interrupção do fornecimento de petróleo via oleoduto Druzhba.

Budapeste e Kiev trocam acusações sobre a responsabilidade pela segurança da estrutura, que cruza o território ucraniano.

Resistência

Apesar da Rússia ocupar cerca de 20% do território e da intensidade dos ataques em Dnipro e Odessa, Zelensky mantém um tom de resiliência.

“Não estamos perdendo a guerra de jeito nenhum. A questão é se vamos vencê-la”, declarou o líder ucraniano na sexta-feira.

Enquanto isso, a Polônia mobilizou aviões de caça para proteger seu espaço aéreo contra mísseis russos operando perto da fronteira.

Do lado russo, o governo de Belgorod relatou a morte de dois civis por drones ucranianos, alegando ter interceptado mais de 70 dispositivos sobrevoando inclusive a região de Moscou.

O que esperar

Na próxima terça-feira, marco do início do quinto ano do conflito, líderes europeus como Emmanuel Macron e Keir Starmer realizarão uma reunião de emergência para discutir o suporte militar contínuo a Kiev através da Coalizão de Voluntários.



Fonte: A Tarde

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