Filme da Netflix é opção perfeita para quem quer assistir uma trama envolvente no fim de semana –
Entre o descanso e a dúvida sobre o que assistir, o domingo costuma pedir uma boa história para acompanhar o fim do fim de semana. Recém-chegado à Netflix, A Conexão Sueca aposta em tensão política e dilemas humanos para entregar um drama de guerra envolvente.
Diferente dos tradicionais filmes de guerra centrados em batalhas, A Conexão Sueca, dirigido por Thérèse Ahlbeck e Marcus Olsson, começa dentro de um ministério que reage a um alarme de invasão e rapidamente retorna à rotina.
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O cenário não é o campo de batalha, mas corredores administrativos, mesas cobertas de documentos e decisões tomadas sob pressão silenciosa.
É nesse ambiente que surge Gösta Engzell (Henrik Dorsin), funcionário de baixa prioridade no Ministério das Relações Exteriores da Suécia. Responsável pelo departamento jurídico, ele controla pedidos de visto e imigração, uma função burocrática que, em meio ao conflito mundial, passa a determinar quem vive e quem não consegue escapar da guerra.
Um protagonista improvável
O longa aposta em um tipo de personagem raro no gênero: alguém que não parece destinado ao heroísmo. Gösta Engzell é apresentado como um homem sem prestígio político ou visibilidade, mas cuja posição estratégica o coloca diante de escolhas capazes de alterar vidas.
Ao atuar em favor de judeus e mulheres durante o conflito, ele transforma decisões administrativas em ações de impacto humanitário. A narrativa constrói tensão a partir de riscos políticos, pressões institucionais e negociações constantes, mostrando que nem todas as batalhas acontecem no campo de combate.
Neutralidade sob pressão
A história se desenvolve em torno de um ponto delicado: a Suécia era considerada neutra durante a Segunda Guerra Mundial. O filme explora como essa neutralidade pode funcionar tanto como proteção quanto como justificativa para a inércia diante da barbárie.
À medida que Engzell amplia seus esforços, o país é empurrado para uma posição de maior responsabilidade moral. O roteiro evita glorificações simplistas e destaca o custo das decisões diplomáticas, mostrando que agir para salvar vidas pode significar romper equilíbrios políticos frágeis.
Tensão crescente
Com duração de 1h40, o filme constrói suspense por meio de escolhas e consequências. Cada decisão reduz a margem de manobra dos personagens, criando sensação constante de risco mesmo sem cenas de combate direto.
Henrik Dorsin sustenta o protagonismo com uma atuação baseada em contenção e insistência silenciosa, reforçando a ideia de que o heroísmo pode surgir em gestos discretos. Sissela Benn e Jonas Karlsson completam o elenco principal, ampliando o retrato político e humano da trama.
Ao detalhar esforços que repercutem “até os dias atuais”, o longa conecta acontecimentos históricos a debates contemporâneos sobre responsabilidade estatal, acolhimento humanitário e coragem institucional.
Sem depender de grandes cenas de ação, A Conexão Sueca aposta na tensão psicológica e moral para envolver o espectador, transformando decisões de gabinete em uma experiência intensa, combinação que faz do filme uma escolha ideal para quem quer salvar o domingo com uma história densa e envolvente.
Fonte: A Tarde



