Ex-príncipe Andrew após sair da delegacia de polícia de Aylsham, em Norfolk –
Em meio às polêmicas do Caso Epstein, o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi solto nesta quinta-feira, 19, após ser preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. O membro da família real britânica permaneceu detido por cerca de 11 horas.
Andrew foi detido uma semana após autoridades britânicas abrirem investigação para apurar se ele havia enviado relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!
“Após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante proteger a integridade e a objetividade da apuração enquanto trabalhamos com nossos parceiros”, afirmou o subchefe de polícia Oliver Wright.
Leia Também:
A polícia britânica informou que realizou buscas em dois endereços ligados ao ex-príncipe: um em Berkshire, a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra.
Em comunicado, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia “com preocupação”, declarando apoio à polícia em nome da Família Real Britânica. O monarca ainda afirmou que “a lei precisa seguir seu curso”. Segundo o serviço de imprensa real, o príncipe William e a princesa Kate também apoiam a posição do rei.
De acordo com informações divulgadas pela BBC, o ex-príncipe pode ser condenado à prisão perpétua caso seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público.
Ligação com Jeffrey Epstein
O ex-príncipe Andrew é citado diversas vezes nos arquivos do caso Epstein, referentes à rede de tráfico e exploração sexual de menores comandada pelo bilionário norte-americano Jeffrey Epstein. Os documentos vêm sendo divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) desde dezembro.
Entre os arquivos, há fotos em que Andrew aparece ajoelhado ao lado de uma mulher com o rosto censurado. O filho da Rainha Elizabeth II também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, quando ela ainda era menor de idade.
Giuffre tirou a própria vida na Austrália, em abril de 2025. Ela morreu aos 41 anos.
O ex-príncipe nega todas as acusações, tanto as relacionadas ao envio de informações confidenciais quanto as de agressão sexual.
Fonte: A Tarde



