quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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MPTCU pede apuração sobre participação de autoridades federais em eventos na Bahia.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União solicitou ao Tribunal de Contas da União a abertura de um processo formal para apurar a possível participação de autoridades públicas federais em eventos realizados na casa de veraneio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, localizada em Trancoso, no litoral sul da Bahia. O pedido consta em documento datado de 29 de janeiro e levanta preocupações sobre riscos institucionais e eventuais impactos à administração pública.

De acordo com a manifestação apresentada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, há indícios de que procuradores, magistrados e outras autoridades de alta cúpula teriam participado de encontros privados promovidos pelo ex-banqueiro. A iniciativa busca identificar quem seriam esses agentes públicos e avaliar se houve afronta aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade que regem a atuação do Estado.

O documento encaminhado ao Tribunal de Contas da União ressalta que o envolvimento de autoridades federais em eventos dessa natureza pode configurar um “risco sistêmico” à confiança da sociedade nas instituições públicas. Segundo o MPTCU, a simples possibilidade de interação entre agentes do Estado e figuras ligadas a interesses privados sensíveis exige apuração rigorosa e transparente.

Os encontros, identificados como “Cine Trancoso”, teriam reunido integrantes dos Três Poderes da República, membros do mercado financeiro, representantes do meio político e autoridades do sistema de Justiça. Ainda conforme o pedido, também teriam participado integrantes do Poder Executivo ligados ao governo federal anterior, o que amplia o alcance institucional da investigação solicitada.

Para o Ministério Público, o caso vai além de uma eventual irregularidade isolada. O órgão alerta que a ausência de esclarecimentos pode comprometer a credibilidade do Judiciário, do Executivo e de outras entidades públicas, especialmente se houver suspeita de favorecimento, influência indevida ou conflito de interesses envolvendo agentes públicos em ambientes privados e exclusivos.

“O reforço da apuração se impõe diante da gravidade dos fatos narrados, que não podem ser subestimados”, destaca o texto. O documento aponta que, caso confirmada a participação de autoridades de alta hierarquia em eventos possivelmente relacionados a um escândalo financeiro de grandes proporções, o impacto institucional pode ser profundo e duradouro.

O pedido enfatiza ainda que a confiança da sociedade nas instituições depende da adoção de medidas firmes de controle e fiscalização. Para o MPTCU, a transparência na identificação dos participantes e a avaliação das circunstâncias em que os encontros ocorreram são essenciais para afastar dúvidas e preservar a integridade da administração pública.

A partir da solicitação, caberá agora ao TCU analisar a abertura do processo e definir os próximos passos da apuração, que poderá incluir a coleta de informações, oitiva de envolvidos e eventual responsabilização administrativa, caso sejam constatadas irregularidades.

Fonte: Portal Notícias Bahia

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