quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Conheça os 4 remédios que podem ficar mais baratos após viagem de Jerônimo à Ásia

A ida do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Ásia, na comitiva do presidente Lula, do mesmo partido, escancara a busca de novos investimentos do estado na produção exclusiva de medicamentos contra o câncer.

Na bagagem, o chefe do Executivo baiano tem o único desejo: ampliar a parceria com empresas indianas para produzir, de forma própria, quatro medicamentos contra a doença, resultando no barateio do produto.

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Hoje, de acordo com a Folha de S.Paulo, os remédios custam R$ 1,7 bilhão por ano aos cofres públicos. Entre os medicamentos que podem ficar mais baratos estão:

  • Pertuzumabe, usado no tratamento do câncer de mama;
  • Eculizumabe, usado para tratar doenças raras;
  • Nivolumabe —imunoterapia para alguns tipos de câncer, como de pulmão, rim e estômago;
  • Bevacizumabe, usado no tratamento oncológico.

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“Hoje, há medicamentos que custam entre R$ 17 mil e R$ 20 mil por caixa. Com a produção local, poderemos reduzir esse valor para algo em torno de R$ 10 mil ou R$ 11 mil. Isso representa economia para os cofres públicos, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico para a Bahia”, disse Jerônimo, em coletiva de imprensa, em Salvador, horas antes de embarcar para missão internacional.

A expectativa é formalizar termos de compromisso com duas indústrias farmacêuticas — uma indiana e outra sul-coreana — para transferência de tecnologia à Bahiafarma, laboratório público do estado.

Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo

As PDPs são instrumentos do governo federal voltados à transferência de tecnologia, à redução da dependência externa e à garantia do abastecimento de medicamentos de alto custo.

Em 2024, a Bahiafarma realizou chamada pública que resultou na seleção da empresa nacional Bionovis como parceira privada, com apoio tecnológico de laboratórios internacionais.

Na Coreia do Sul, a parceria com a Samsung Bioepis prevê a produção dos medicamentos Bevacizumabe e Eculizumabe, que juntos representam demanda anual superior a R$ 870 milhões para o SUS.

Já na Índia, os acordos com a Dr. Reddy’s Laboratories Ltd. e a Biocon Biologics Limited envolvem os medicamentos Nivolumabe e Pertuzumabe, com demanda anual combinada superior a R$ 800 milhões.



Fonte: A Tarde

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