Tradição segue até o dia 5 de abril, no Domingo de Páscoa –
Depois da folia do Carnaval, nesta Quarta de Cinzas, 18, se inicia a Quaresma, um dos períodos mais importantes do calendário cristão. Celebrada principalmente pela Igreja Católica, a tradição segue até o dia 5 de abril, no Domingo de Páscoa.
São 40 dias de reflexão, jejum e penitência para os fiéis que desejam vivenciar esse tempo litúrgico. Nesse período, os participantes costumam adotar restrições, como evitar carne em determinadas datas e rever comportamentos e atitudes do dia a dia.
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A prática é inspirada em passagens bíblicas que relatam períodos de 40 dias de jejum e oração, como o de Jesus Cristo no deserto, o de Moisés no monte e o de Elias em sua jornada ao Horebe, personagens centrais da história bíblica.
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A tradição é sustentada por três pilares fundamentais. Jejum: disciplina do corpo para fortalecer o espírito; Oração: reaproximação com o sagrado; Esmola (caridade): gestos concretos de ajuda ao próximo.
Mas, afinal, quais são as restrições e recomendações para esse período?
Jejum, abstinência e penitência
Durante a Quaresma, a postura e a conduta dos fiéis também são observadas como parte do compromisso espiritual. É comum que cada pessoa escolha abrir mão de algo que aprecia ao longo dos 40 dias, como forma de sacrifício e reflexão. Segundo o sacerdote Frei Gilson, algumas orientações podem ser adotadas nesse período:
- Penitência pessoal: cada fiel pode escolher uma restrição específica, como jejum de determinado alimento ou bebida, que contribua para o crescimento espiritual.
- Não rezar deitado: a recomendação é adotar uma postura adequada para a oração, de pé ou sentado, favorecendo a atenção e o recolhimento.
- Uso do celular: evitar o uso excessivo, especialmente à noite, para garantir o descanso e reduzir distrações.
- Domingos: em algumas paróquias, o domingo é reservado para descanso, renovação das forças e participação presencial na missa.
- Restrições litúrgicas: Durante a Semana Santa, as celebrações passam por mudanças que expressam luto e reflexão. Na Quinta-Feira Santa, por exemplo, não há bênção final na missa. Já na Sexta-Feira da Paixão, não é celebrada missa em nenhum lugar do mundo.
Para aqueles que desejam vivenciar esse período de forma mais intensa, também existem materiais de apoio, como itinerários espirituais, cadernos de oração e roteiros de meditação.
Fonte: A Tarde



