O episódio de racismo que marcou o último jogo do Real Madrid após o gol de Vini Jr repercutiu em todo o mundo – mas parece que o Benfica já sabia do que viria a acontecer desde muito antes da bola rolar.
Antes do confronto entre Benfica e Real Madrid, válido pelos playoffs das oitavas de final da Champions League, o clube português publicou nas redes sociais uma arte que se relaciona até demais com as agressões cometidas em campo.
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Na imagem, jogadores do Benfica aparecem caracterizados como caçadores em uma selva, empunhando arco e flecha e carregando uma coroa dourada dentro de uma caixa. Ao fundo, em uma espécie de carruagem real, estão Vinícius Júnior e Kylian Mbappé, enquanto os atletas do outro time roubavam a coroa do escudo.
O detalhe que mais chamou atenção foi a simbologia da “caça” na selva, com jogadores retratados em meio a árvores e macacos, elemento que rapidamente foi associado ao histórico de ataques racistas sofridos por Vinícius Júnior na Espanha e repetido no jogo.
Arte pré-jogo do Benfica
Um dos símbolos está inclusive na roupa dos jogadores, entalhada com três desenhos de macacos, nome pelo qual Vini foi chamado em campo pelo argentino Gianluca Prestianni. Na carruagem, ao lado de Vini, estava Mbappé, que saiu em defesa do colega após o jogo em estrevista.
“O número 25 do Benfica, cujo nome não cito porque não merece, disse que Vini é um macaco cinco vezes. É importante não generalizar, no estádio há 70 mil pessoas que não fizeram nada. Este jogador para mim não merece mais jogar a Champions”, afirmou o francês.

Macacos na roupa de caçador dos atletas do Benfica
O que aconteceu no jogo
Vinícius Júnior marcou um golaço aos cinco minutos do segundo tempo, acertando o ângulo do goleiro do Benfica em chute de fora da área – e então tudo começou.. Na comemoração, o brasileiro foi em direção à bandeirinha de escanteio ao lado dos companheiros e dançou para comemorar.
Inexplicavelmente, Vini levou cartão amarelo pela dança. A confusão se intensificou, e Vinícius relatou ao árbitro que teria sido alvo de ofensa racista por parte do argentino Gianluca Prestianni, que o chamou de “macaco” enquanto cobria a boca com a camisa para evitar leitura labial.
O juiz acionou o protocolo antirracismo da Uefa, interrompendo a partida por cerca de dez minutos.
Fonte: A Tarde



