quarta-feira, fevereiro 18, 2026
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Nikolas Ferreira deve acionar MP contra escola de samba que homenageou

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse, nesta quarta-feira, 18, que deve entrar com uma representação no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra o presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, por intolerância religiosa durante o desfile na Marquês de Sapucaí.

Vale ressaltar que esta é a mesma escola cujo samba enredo homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 15.

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Entenda a polêmica

Uma das alas da agremiação retratou “neoconservadores em conserva”, mostrando “um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele”, conforme a justificativa oficial da escola.

Em nota enviada à imprensa, Nikolas falou que a ala retratou os cristãos “numa ‘lata de sardinha’ como se fossem algo a ser descartado”.

“Ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso. A própria OAB-RJ reconheceu o episódio como intolerância”, comentou o parlamentar no comunicado.

“A Constituição garante liberdade religiosa. A Lei 7.716/89 pune atos de discriminação por motivo de religião. Por isso, protocolarei representação no Ministério Público do RJ contra o presidente da escola de samba, na condição de autor intelectual do desfile, para que os fatos sejam apurados com o rigor da lei. Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, completou Nikolas Ferreira.

A representação deve ser feita na quinta-feira, 19, de acordo com a assessoria do parlamentar.

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Intolerância religiosa

A OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio de Janeiro) repudiou, na terça-feira, 17, o que classificou como “intolerância religiosa” no desfile da Acadêmicos de Niterói.

A questão se tornou um alvo da oposição do presidente Lula.

A PGR (Procuradoria Geral da República) foi acionada por alguns parlamentares, que justificaram haver uma ridicularização pública de um grupo religioso durante a apresentação transmitida nacional e internacionalmente.

Para os críticos, a encenação ultrapassou a manifestação artística e pode configurar crime.



Fonte: A Tarde

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