Empresário baiano Augusto Lima e a esposa, Flávia Peres –
Alvo do Banco Central, o empresário baiano Augusto Lima, dono do Banco Pleno — que teve a liquidação extrajudiciária determinada pela instituição financeira, nesta quarta-feira, 18 — construiu a trajetória dele no sistema financeiro a partir do crédito consignado, em 2018.
Antes disso, chegou a vender velas e abadás. Porém, ganhou projeção ao se tornar sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, ele deixou a sociedade em maio de 2024.
Tudo sobre Economia em primeira mão!
Como parte desse rearranjo, acabou ficando com o Banco Voiter — que se tornaria Pleno, posteriormente — a operação do Credcesta, cartão de benefício consignado, cuja origem remonta a contratos ligados ao governo da Bahia.
A operação surgiu a partir da privatização da Ebal, estatal baiana que controlava a rede Cesta do Povo e operava o cartão consignado. Ao longo dos anos, os direitos de operação passaram por diferentes estruturas societárias até se concentrarem em empresas ligadas a Lima, com participação posterior do Banco Máxima, que viria a se tornar o Banco Master.
Prisão e cobrança
Em novembro, ele chegou a ser preso em novembro durante a Operação Compliance Zero deflagrada contra um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Meses antes de ser um dos alvos da Operação Compliance Zero, Lima teve os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo.
O bloqueio foi feito em 29 de abril de 2025, quando foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A — fundo que foi liquidado pelo Banco Central em 15 de janeiro deste ano e alvo da segunda fase da Compliance Zero.
Leia Também:
Além disso, o banqueiro é alvo, unto com outros sócios do dono do Master, de uma cobrança de R$ 247 milhões protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em dezembro de 2025.
Os alvos da ação são responsáveis pela fiança solidária no negócio de emissão de debêntures no valor de R$ 470 milhões para a DV Holding.
Trânsito em Brasília
Além de ter bom trânsito entre os políticos baianos, Augusto Lima também tem relações em Brasília. Em janeiro de 2024, Lima se casou com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-mulher do ex-governador do DF José Roberto Arruda.
Ele e a mulher criaram a ONG Terra Firme, presidida por ela. A ONG tem como objetivo combater a pobreza e as desigualdades sociais.
Fonte: A Tarde



