quarta-feira, fevereiro 18, 2026
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Clima no STF “azeda” após decisão de Alexandre de Moraes

O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) que já era tenso diante dos desdobramentos do Banco Master, ficou pior após o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, determinar a uma investigação para apurar o vazamento de dados fiscais de integrantes da Corte e familiares.

Na terça-feira, 17, a Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, após determinação de Moraes, que atendeu uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

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Conforme o Metrópoles, investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente. Além dela, o filho de outro ministro do Supremo teve a declaração de Imposto de Renda acessada sem autorização.

A suspeita é que os dados tenham sido acessados por um servidor do Serpro cedido à Receita Federal.

Ação “ilícita”

Um dos ministros que faz oposição ao magistrado no Supremo afirmou, em caráter reservado ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, que a ordem de Moraes seria ilícita. Na avaliação desse ministro, apenas o presidente do STF, Edson Fachin, poderia ter feito essa solicitação diretamente à Receita Federal.

“Alguns colegas com quem falei não foram avisados dessa diligência ilícita! (sic) Não creio que ninguém tenha receio, mas essa diligência no bojo do inquérito das fake news é um absurdo! (sic) O que ele [Moraes] quer com isso? Só falta ele estar grampeando os ministros do STF”, afirmou.

Sem problema

Aliados de Moraes, por outro lado, disseram não ver problema na decisão do ministro. Eles lembram que a operação contra os servidores da Receita suspeitos de violarem os dados foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Ele vai para cima de quem organizou esta pancadaria no STF. Banqueiros, imprensa, Executivo”, afirmou um aliado.



Fonte: A Tarde

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