O desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Lula (PT) no Carnaval do Rio de Janeiro, no último sábado, 15, teve ampla repercussão nos bastidores da política nacional.
De acordo com pesquisas e monitoramentos realizados pelo Palácio do Planalto após a apresentação da escola apontaram que não houve tantos motivos para celebração por parte dos aliados do petista.
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A principal queixa, conforme o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, partiu dos evangélicos, grupo o qual a gestão tenta trazer para perto do governo — a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas foi mal vista dentro do próprio governo.
“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, disse um líder petista à coluna.
Sem interferência
Por outro lado, um ministro de Lula colocou “panos quentes” na polêmica, afirmando que a apresentação específica da ala provou “que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.
A mesma linha foi adotada por Edinho Silva, presidente nacional do PT. Segundo ele, a Acadêmicos de Niterói teve autonomia para definir enredo e alegorias, e que a tentativa de utilizar a construção da escola para atacar Lula “chega a ser ridículo”.
“Todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças”, defendeu o dirigente.
Fonte: A Tarde



