Músico afirmou que possui uma proposta diferente –
O DJ Alok comentou as comparações com Pedro Sampaio durante entrevista ao Portal A TARDE, neste domingo, 15, enquanto participava do Carnaval de Salvador.
Questionado sobre a estreia do artista nos trios elétricos e o sucesso de performances virais, o músico afirmou que possui uma proposta diferente e que não sente pressão para reproduzir o mesmo tipo de entrega.
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“Não é uma parada que eu conseguiria entregar. Eu lembro uma vez que viralizou uma música minha no TikTok, que era tipo um funk que alguém tinha feito eletrônico, e eu não sabia fazer aquela dança, tá ligado? Não é a minha verdade.”
Segundo Alok, a viralização nas redes sociais precisa acontecer de forma espontânea e alinhada à identidade do artista. “Viralizou de uma maneira orgânica. Uma menina na Bahia foi lá, fez o vídeo e viralizou. Eu até tentei fazer, mas não rolou. Eu acho que o importante do artista é que cada um tem a sua verdade.”
O DJ também elogiou a apresentação de Pedro Sampaio no circuito e destacou o perfil performático do colega. “Eu vi o trio do Pedro Sampaio, foi incrível. Eu vi as imagens aqui, não entendi como ele estava no jetski depois de sair do trio. Irado. Eu acho que ele é isso, ele é um showman.”
“Ele tem esse tipo de entrega, que é uma entrega que eu não faria. Não é a minha, não é a minha personalidade. A minha é outra parada, mas eu respeito e admiro muito o que ele faz”, completou.
Diferença entre palco e trio elétrico
Durante a conversa, Alok também explicou como mudam a preparação e a dinâmica entre apresentações em palcos tradicionais e nos trios elétricos do Carnaval. “Para mim, é uma dinâmica completamente diferente, porque, no palco, eu monto o meu set em torno de uma parada que tem laser, fogos, drone, tem toda uma outra dinâmica, e eu me apoio muito nisso, na tecnologia.”
Já no trio elétrico, segundo ele, a condução do show acontece de maneira mais orgânica, guiada pela resposta do público ao longo do percurso. “O trio é outro tipo de tecnologia, é muito mais sobre a vibe. É muito louco, porque aqui eu sempre falo que quem dita o que eu vou tocar não sou eu, é o público”.
Alok destacou ainda que a experiência em Salvador foi essencial para sua evolução artística dentro do Carnaval brasileiro.
“Eu aprendi muito em Salvador. Esse trio aqui fez com que depois ficasse muito mais fácil tocar nos outros trios ao redor do Brasil. São cinco horas de percurso, que é uma parada muito intensa, mas, por mais que eu faça shows em palco, eu não troco esse trio em Salvador por nada”, finalizou.
Fonte: A Tarde



