A possibilidade de ampliar a jornada de trabalho de oito para até 12 horas foi um dos pontos centrais da reforma trabalhista aprovada na madrugada desta quinta-feira, 12, pelo Senado da Argentina. A proposta do presidente Javier Milei, do partido La Libertad Avanza, passou por 42 votos a 30, após mais de 13 horas de debate, e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
O projeto é considerado uma das primeiras grandes vitórias legislativas do governo e integra a agenda econômica liberal defendida por Milei. O texto promove mudanças profundas nas regras trabalhistas, com foco na flexibilização das relações de emprego.
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Além da ampliação da jornada diária para até 12 horas, a proposta facilita contratações e demissões, reduz indenizações por dispensa sem justa causa e impõe novas limitações ao direito de greve. Para o governo, a legislação anterior era “obsoleta” e dificultava a geração de empregos formais.
A gestão Milei argumenta que a reforma deve atrair investimentos, reduzir entraves burocráticos e estimular a formalização em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.
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A votação ocorreu sob forte resistência de sindicatos, partidos peronistas e movimentos sociais, que classificam as mudanças como um retrocesso e denunciam precarização das condições de trabalho. Durante a sessão no Congresso, em Buenos Aires, foram registrados protestos e confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo.
Para assegurar maioria, o governo e aliados aceitaram alterações de última hora no texto, incluindo a retirada de um dispositivo que previa redução de imposto de renda para grandes empresas e ajustes nas regras sobre contribuições sindicais.
Fonte: A Tarde



