PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) –
O Carnaval é um período de celebração e alta interação social, mas a liberdade da festa exige responsabilidade com o corpo. No topo das prioridades de autocuidado, a prevenção ao HIV ganha destaque com a chamada “prevenção combinada”.
A estratégia, recomendada pelo Ministério da Saúde, permite que o folião escolha os métodos que melhor se adaptam à sua rotina, garantindo autonomia e proteção.
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“O objetivo é que a informação chegue de forma clara, permitindo que a proteção seja uma escolha ativa e consciente”, afirma o infectologista Dr. Jucival Fernandes.
Entre as inovações, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) consolidou-se como um pilar fundamental para quem quer prevenir o HIV de forma eficaz.
Confira 5 dicas essenciais para a sua proteção:
Entenda as opções de PrEP: A Profilaxia Pré-Exposição consiste no uso de medicamentos antes do contato de risco. Hoje, existem três formatos: a PrEP Oral Contínua (uso diário), a PrEP sob demanda (doses específicas antes e após a relação) e a inovadora PrEP injetável, que surge como mais uma alternativa para o folião.
1. Entenda as opções: A PrEP é uma estratégia que consiste no uso de antirretrovirais (ARV) antes da exposição para reduzir o risco de infecção pelo HIV, seu uso é indicado para pessoas que não vivem com o HIV, mas que tem maior risco de exposição.
A PrEP Oral pode ser encontrada de duas formas: contínua, com o uso diário, ou sob demanda, esta última consiste em doses específicas antes e após a relação sexual. E a PrEP injetável surgue com mais uma alternativa de prevenção.
2. Atenção ao cronograma de início: a eficácia da PrEP não é imediata após a primeira dose. Segundo protocolos de saúde, o tempo de início da proteção varia de acordo com o tipo de exposição e o medicamento utilizado.
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“A proteção precisa estar estabelecida antes do contato de risco. Para quem opta pelo método oral ou injetável, o acompanhamento com um profissional de saúde é indispensável para garantir que o nível de medicamento no organismo seja suficiente para barrar a infecção”, explica o Dr. Jucival Fernandes.
3. Combine métodos para maior proteção: a PrEP, seja oral ou injetável, previne apenas o HIV, não oferecendo proteção contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, clamídia ou hepatites.
“Para ISTs virais com vacina (HPV, hepatite B e hepatite A) a vacinação é uma medida preventiva essencial. Não há vacina contra HIV; a PrEP é uma forma de prevenção e deve ser combinada com outras estratégias. O uso do preservativo (camisinha) também permanece como um aliado vital, especialmente em ambientes festivos onde a exposição a outras infecções é maior”, orienta o infectologista.
4. Conheça a PEP para emergências: se durante a folia ocorrer uma situação de risco, como o rompimento do preservativo, o folião deve buscar imediatamente a PEP (Profilaxia Pós-Exposição). Diferentemente da PrEP, a PEP é uma medida de urgência que deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição, preferencialmente nas primeiras duas horas.
O tratamento dura 28 dias e está disponível em unidades de pronto atendimento e serviços especializados de saúde.
5. Testagem e autoconhecimento: antes de cair nos blocos, realizar a testagem para HIV e outras ISTs é um passo fundamental de autocuidado. Conhecer o status sorológico permite um planejamento de saúde muito mais assertivo e responsável, tanto para si quanto para os parceiros.
Muitas cidades oferecem Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e unidades móveis durante o circuito. Ao entender as opções disponíveis, você retoma o controle sobre sua saúde sexual e aproveita o Carnaval com muito mais liberdade.
Fonte: A Tarde



