Dados do World Obesity Federation, no Atlas Mundial da Obesidade 2025, mostram que cerca de 68% dos adultos brasileiros têm excesso de peso, uma realidade que parece cada vez mais difícil de mudar por conta da falta de tempo e disposição para a prática de exercícios físicos. Diante disso, uma alternativa pode ser treinar em casa.
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Segundo Flávia Cristófaro, educadora física formada pela Universidade de São Paulo e fundadora do Elah App, a prática de exercícios físicos não deve se restringir a um único local, como a academia, podendo também ser realizada em ambientes mais acessíveis para cada pessoa, como a própria casa.
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Ela ainda reforça que o corpo não responde ao cenário onde o treino acontece, mas ao estímulo adequado, e que sem alguns fatores nem a melhor academia pode garantir resultados. Exercícios bem executados, frequência semanal consistente, progressão de intensidade e um método estruturado são alguns dos elementos que fazem real diferença.
Como conseguir isso?
Na prática, o maior desafio do exercício físico é manter regularidade, o que pode ser facilitado quando se treina em casa. Sem deslocamento e horários fixos, torna-se mais fácil encaixar a atividade na rotina e conseguir melhores resultados.
“Quando o treino cabe na vida real, a chance de manter constância aumenta”, afirma Flávia Cristófaro. Ela também sugere que criar um espaço fixo em casa para a prática dos exercícios pode ser uma boa alternativa, já que isso ajuda o cérebro a desenvolver o hábito do treinamento.
Qual a melhor forma de se exercitar?
Muitas pessoas acreditam que só treinos longos e intensos funcionam, ideia que costuma atrapalhar mais do que ajudar. Treinos mais curtos, feitos com frequência, também geram adaptações reais no corpo.
Além disso, não existe um horário ou formato ideal para todas as pessoas, ou seja, cada rotina exige adaptação. Segundo Flávia, escolher um formato possível é essencial, já que quando o treino combina com a rotina, a constância se torna viável.
Cuidados necessários
No entanto, um dos perigos de fazer exercícios físicos em casa é seguir treinos aleatórios, sem critério ou orientação. Copiar rotinas prontas pode aumentar risco de dor e lesão, de modo que a melhor forma de conseguir evolução é ter um plano individualizado, com avaliação, direcionamento e progressão.
“Não é sobre fazer qualquer exercício, é sobre fazer o programa certo para você”, explica a especialista.
Fonte: A Tarde



