quarta-feira, fevereiro 11, 2026
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Axé Music ganha dia nacional com show gratuito no Pelourinho

A axé music passa a ter um dia nacional oficial em 2026, e a estreia da celebração já nasce histórica. O 17 de fevereiro, instituído como Dia Nacional da Axé Music, cairá justamente na terça-feira de Carnaval e será marcado por um grande show gratuito na Praça das Artes, no Pelourinho, reunindo nomes que ajudaram a construir o movimento desde suas origens.

A homenagem tem direção artística de Manno Góes, cantor, escritor e compositor de alguns dos maiores sucessos do gênero, além de idealizador da celebração. No comando do palco estarão dois expoentes da nova cena baiana, Guigga Maraka e Ângela Velloso, que conduzem uma noite pensada como encontro de gerações.

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Entre os convidados estão Carla Visi, Gerônimo, Laurinha Arantes, Marcionílio, Zé Paulo, Joka e Zé Honório, artistas fundamentais para a consolidação do Axé como um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil.

A apresentação contará ainda com uma mini orquestra formada por quinteto de cordas, naipe de metais, coro, guitarra, baixo, bateria e percussão. Músicos como Joatan Nascimento, Gerson Silva, Paulinho Caldas e André Becker integram o time.

Sobre o significado da nova data, Manno destaca a dimensão histórica do reconhecimento. “O Dia Nacional do Axé é fundamental porque ele reconhece oficialmente um dos maiores movimentos culturais do Brasil”, pontua Manno Góes.

“Ter uma data nacional é preservar sua memória, ensinar às novas gerações de onde ele veio e garantir que o Axé seja tratado como patrimônio cultural, não como moda passageira. Celebrar essa data com um show especial é afirmar uma identidade cultural, um legado afro-baiano que transformou a música brasileira”, conclui.

Ele avalia que a Axé Music é “uma força cultural que mudou nossa cidade, nossa economia, nossa força de atração turística e econômica. E, como todo grande catalisador cultural, ela só existe porque pessoas reais a construíram, passo a passo, palco a palco”.

Ao explicar a escolha dos convidados, o diretor reforça o papel pioneiro dos artistas que sobem ao palco. “Artistas como Laurinha Arantes, a primeira voz do Cheiro de Amor, Zé Paulo, Zé Honório, Gerônimo, Joka Barreto, Carla Visi e Marcionílio são fundadores de uma linguagem, pioneiros de um som que redefiniu o que era música pop feita no Brasil”, lembra.

“Eles cantaram quando o Axé ainda era visto como regional, quando não tocava nas rádios nacionais, quando os palcos eram caminhões e as ruas eram o principal público. Foram essas vozes que deram dignidade artística ao movimento. Que provaram que o Axé podia ser romântico, político, dançante, poético, sensual, espiritual, que abriram caminhos para gerações inteiras de cantores, compositores, músicos, técnicos e produtores que vieram depois”, completa.

Representando a nova geração, Guigga Maraka destaca a responsabilidade de participar do momento histórico. Natural de Maracás, ele lembra que o Axé foi construído por artistas de diferentes regiões da Bahia.

“Estar nesse show ao lado de artistas importantes dessa história sendo um músico de axé do interior me traz a responsabilidade de representar os músicos que conheci e que me formaram nos trios elétricos de nossas festas de rua, especialmente o meu pai, Tião Silveira, cantor da Banda Me Leva e um dos grandes puxadores de trio elétrico da Bahia. Vai ser uma noite de celebração e passeio por memórias bonitas de nossos carnavais”, promete.

Pioneira do movimento, Laurinha Arantes também celebra a estreia da data oficial. “Foi com muita alegria que eu recebi esse convite de Manno Góes. Esse é o primeiro de muitos dias dedicado à Axé Music. A gente ter um dia para celebrar a nossa música baiana, vai ser uma honra imensa subir ao palco ao lado de pessoas que ajudaram a construir a história do Axé”.

Outra voz marcante do Cheiro de Amor, Carla Visi reforça o caráter simbólico do encontro. “Enquanto uma pesquisadora e uma voz que ama cantar a nossa cultura, só agradeço poder partilhar deste momento onde ídolos que tanto me inspiraram na resistência do fazer musical contarão e cantarão um pouco desse AXÉ”, celebra.



Fonte: A Tarde

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