terça-feira, fevereiro 10, 2026
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STJ decide afastar ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual

Marco Buzzi, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) –

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi reunido em sessão extraordinária nesta terça-feira, 10, e decidiu, de forma unânime, o afastamento do ministro Marco Buzzi, acusado de ter assediado uma garota de 18 anos.

Ele é investigado por importunação sexual depois de ser acusado por uma jovem de 18 anos, durante um banho de mar em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

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Uma nova denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira (9). A mulher prestou depoimento à corregedoria do CNJ. Buzzi nega.

Nova sessão marcada

Uma nova sessão foi marcada para o dia 10 de março para deliberar sobre as conclusões da Comissão de Sindicância.

Até lá, o ministro não vai poder atuar em seu cargo, porém, vai seguir recebendo seu salário normalmente.

“O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, afirmou o STJ em nota.

Ministro reage sobre caso

Em uma mensagem enviada a um grupo de WhatsApp dos ministros do STJ, Buzzi afirmou, de acordo com a Folha, que vai provar ser inocente destas denúncias.

Além disso, o magistrado ainda disse estar “muito impactado” e jamais ter adotado “conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”.

“Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência”, disse.

“Coerência biográfica”

Ainda em seu depoimento, o ministro, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília, lembrou estar com quase 70 anos, um casamento de 45 e três filhas, salientando o apoio da família. “Coesa do meu lado”.

De acordo com o mesmo, o histórico não foi citado como prova de inocência, mas sim como elemento de “coerência biográfica”.

“Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar”, afirmou Marco Buzzi.



Fonte: A Tarde

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