sexta-feira, fevereiro 6, 2026
spot_img
HomeDestaquesLula ignora empate com Flávio e elege Tarcísio como oponente ideal

Lula ignora empate com Flávio e elege Tarcísio como oponente ideal

Ao citar Tarcísio como possível candidato, Lula ignora atual herdeiro político do “bolsonarismo”, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) –

O Palácio do Planalto deu o sinal de partida para a corrida presidencial de outubro. Durante um jantar com deputados na noite desta quarta-feira, 4, na residência oficial da Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a retórica administrativa para abraçar o debate sucessório.

No centro da análise, um nome ganhou destaque: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tudo sobre Política em primeira mão!

Leia Também:

Ao citar Tarcísio nominalmente como um possível candidato, Lula ignora o atual herdeiro político do “bolsonarismo”, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para interlocutores presentes, a estratégia é clara: o petista tenta escolher seu adversário, priorizando um perfil de gestor em detrimento da polarização direta com a família de seu antecessor.

“Não ganhamos ainda, mas vamos ganhar”, afirmou Lula aos parlamentares, demonstrando confiança apesar do acirramento nas pesquisas.

O “vácuo” de Flávio Bolsonaro

A ausência do nome de Flávio Bolsonaro nos comentários de Lula causou estranheza entre líderes do Centrão. O senador tem apresentado crescimento consistente e já aparece em situação de empate técnico com o atual presidente.

Nos levantamentos, divulgados nesta semana, apontam que a margem de erro (2,5 pontos) coloca os dois pré-candidatos em rota de colisão direta, evidenciando que a resistência do eleitorado de oposição permanece sólida.

Aliança com o Legislativo

O evento também serviu para selar a “paz armada” com a Câmara dos Deputados. Lula rasgou elogios ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O gesto é visto como fundamental para garantir estabilidade governamental em um ano em que o Congresso costuma se esvaziar devido às campanhas regionais.

O movimento de aproximação não para por aí. Após o Carnaval, o presidente deve se reunir com o comando do Senado, liderado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para fechar o cerco da articulação política e garantir que o governo mantenha a iniciativa da agenda pública.



Fonte: A Tarde

- Advertisment -spot_img

Mais lidos