A aguardada ponte internacional entre Porto Xavier (RS) e San Javier (Argentina) começa a se tornar realidade. Com ordem de serviço emitida em dezembro de 2025 e R$ 214,7 milhões em investimentos, a obra promete ser um novo corredor de exportação e transformar a economia da região.
Quais são os principais benefícios da nova ponte?
A principal vantagem é criar um novo corredor logístico entre Brasil e Argentina, o que deve reduzir custos de transporte e atrair indústrias para o noroeste gaúcho. A expectativa é de um aumento de 30% no comércio exterior da região, desafogando outras fronteiras como Uruguaiana e São Borja, além da geração de cerca de 200 empregos diretos durante a construção.
Como a travessia é feita hoje e por que ela é um problema?
Atualmente, a travessia depende de balsas, um sistema considerado precário. As balsas têm horários limitados, baixa capacidade e param de funcionar com chuvas fortes ou por manutenções. Isso gera longas filas, atrasos de até 72 horas para caminhões e custos extras, prejudicando a competitividade das empresas e o escoamento da produção agrícola.
Quais são os próximos passos e o prazo para a conclusão da obra?
O primeiro passo é a elaboração dos projetos de engenharia e, principalmente, o licenciamento ambiental, etapa que pode levar 12 meses. Após a aprovação dessas licenças, a construção física pode começar. Conforme o cronograma oficial, a ponte, com cerca de 950 metros de extensão, deve ser concluída em novembro de 2029.
O que é a Rota Bioceânica do Sul, mencionada no projeto?
É um conjunto de rotas de transporte que conecta o sul do Brasil aos portos do Oceano Atlântico (como Rio Grande e Imbituba) e, através de países vizinhos como Argentina e Chile, aos portos do Oceano Pacífico. A ponte de Porto Xavier é uma peça importante dessa rede, pois cria um caminho mais eficiente para que produtos cheguem a diferentes mercados internacionais.
A ponte sozinha resolve os problemas de logística da região?
Não. Ela é um passo fundamental, mas o setor produtivo aponta a necessidade de melhorias na infraestrutura das rodovias que dão acesso à ponte, como as BRs 285, 392 e 290. Além disso, é preciso modernizar e integrar a gestão das aduanas dos dois países para que a liberação de cargas seja realmente mais rápida e eficiente.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.
VEJA TAMBÉM:
- Ponte estratégica tem potencial para se tornar uma das mais relevantes da América Latina
Fonte: Gazeta do Povo



