As Fanb (Forças Armadas Nacionais Bolivariana da Venezuela) afirmaram que estão vigiando o Complexo Petroquímico Ana María Campos, no estado de Zulia, e o Centro de Refinaria de Paraguaná, no estado de Falcón, em meio à escalada das tensões com os Estados Unidos.
Pedro González Ovalles, chefe da Região Estratégica Ocidental de Defesa Integral, informou que uma Unidade de Reação Rápida está posicionada para garantir a segurança integral dos complexos, segundo um vídeo divulgado por Domingo Hernández Lárez, comandante operacional estratégico das Fanb.
O Centro de Refinaria de Paraguaná, um dos maiores do mundo, transforma petróleo bruto em gasolina, diesel, asfalto e outros derivados, de acordo com o Ministério de Hidrocarbonetos.
Já o Complexo Petroquímico Ana María Campos produz fertilizantes e plásticos, utilizando gás natural como principal insumo, segundo a Petróleos de Venezuela (PDVSA).
Enquanto as Forças Armadas Nacionais da Venezuela protegem os complexos portuários, os Estados Unidos continuam intensificando a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro com ataques a embarcações que estariam ligadas ao narcotráfico no Caribe.
Além disso, realizam um “bloqueio total” de petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela e, mais recentemente, fizeram o primeiro ataque conhecido contra uma instalação portuária na costa venezuelana.
A CNN noticiou que a CIA, a agência de inteligência americana, realizou um ataque com drone em dezembro que atingiu um cais na costa venezuelana.
O governo dos EUA acreditava que o local estava sendo usado pela gangue venezuelana Tren de Aragua para armazenar drogas e transferi-las para embarcações para posterior envio para o exterior, segundo fontes.
Trump reconheceu o ataque pela primeira vez em uma entrevista na semana passada, que inicialmente passou despercebida, embora tenha oferecido poucos detalhes, mesmo quando questionado diretamente por repórteres.
O ataque pode aumentar significativamente as tensões entre os EUA e Maduro, a quem o governo Trump vem pressionando a renunciar por meio de uma ampla campanha militar que começou com o envio de tropas para o Caribe em agosto.
*Com informações de Kit Maher, Kevin Liptak, Natasha Bertrand, Zachary Cohen, Jim Sciutto, da CNN, e da agência de notícias EFE.
Fonte: CNN BRASIL