A ligação artística e afetiva entre os cantores Nando Reis e Cássia Eller segue viva, mesmo 24 anos após a partida da cantora. A artista faleceu em 29 de dezembro de 2001, não antes de deixar um grande legado para a música brasileira, celebrado, em entrevista à CNN, pelo dono de “Por Onde Andei”.
Convidado para participar de uma edição especial do Corona Luau MTV em homenagem à artista, o compositor relembrou a trajetória compartilhada com a estrela, além de reforçar a presença de Cássia ainda ecoando em sua música e em sua vida.
O especial de música, que apresenta a performance de Nando Reis com Céu e Os Garotin foi gravado em Maresias, litoral Norte de São Paulo, e estreou em 10 de dezembro, data em que Cássia completaria 63 anos.
Segundo Nando, o convite para integrar o projeto chegou de forma natural.” Quando eu soube que era uma edição do Luau MTV em homenagem à Cássia, me pareceu muito natural — até lógico — que me convidassem”, afirmou.
“Estamos ali fazendo, digamos, nesse programa de homenagem, a apresentação de músicas que todos nós conhecemos, gravamos, das quais participamos. É bem legítimo, muito legítimo, totalmente legítimo!”, reforçou.
Ao falar sobre o vínculo que construiu com a cantora, Nando descreveu uma presença que nunca se dissipou. “Eu ouço a voz dela em todos os lugares, dentro de mim, e até a voz que há no silêncio.” Em seus shows, ele segue interpretando canções de sua autoria que foram eternizadas na voz de Cássia. “Eu carrego em mim, na minha música, muito da Cássia, muito do que eu aprendi e fiz com ela. É uma presença contínua da Cássia na minha vida.”
Segundo o compositor, várias músicas ganharam projeção nacional primeiro nas versões gravadas por Cássia. “’Segundo Sol’, ‘Luz dos Olhos’, ‘Relicário’ e ‘All Star’ se tornaram nacionalmente conhecidas, primeiro nas versões da Cássia. A Cássia deu às minhas músicas um alcance que elas, até então, não tinham.”
Mas “All Star” carrega um significado particular. Diferentemente das outras, a canção foi incluída em um disco póstumo da cantora, a partir de uma gravação ao vivo em voz e violão, que ganhou arranjo de Lincoln Olivetti.
“Foi uma surpresa que ela tivesse passado a tocar essa música”, relembrou Nando, que interpreta a canção sob uma nova perspectiva. “É como se o sentido dela, na interpretação da Cássia, ficasse inverso. (…) Eu sempre entendo que, quando ela canta ‘estranho seria se eu não me apaixonasse por você’, é ela dizendo isso para mim. Então, eu adoro!”.
Assista ao Luau de homenagem à Cássia Eller
Fonte: CNN BRASIL