quarta-feira, março 4, 2026
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Funcionários da Caixa viram alvos de operação por fraudes na Bahia

Um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias envolvendo a falsificação de biometria de idosos se tornou alvo da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 11. O esquema atingia contas de clientes com idade superior a 100 anos e de alto saldo, permitindo movimentações irregulares que geraram prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão somente na Bahia.

De acordo com a PF, a ação Operação Mimetismo cumpre dois mandados de suspensão do exercício de função pública contra empregados da Caixa Econômica Federal e três mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Belém e Dom Eliseu, no Pará.

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Também foram determinados o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados e outras medidas destinadas a descapitalizar o grupo. Os mandados foram autorizados pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Paragominas (PA).

Fraude começou a ser identificada pela Caixa

De acordo com a PF, a investigação teve início após uma comunicação da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (CEFRA), da Caixa Econômica Federal, que detectou irregularidades no cadastramento de biometria facial e digital em contas de clientes muito idosos, alguns com mais de 100 anos. As inconsistências chamaram atenção pelo padrão das movimentações e pelo alto valor sacado em pouco tempo.

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A PF apurou que os criminosos utilizavam pessoas mais jovens para se passarem pelos clientes idosos durante o cadastramento biométrico em agências da Caixa no Pará. Após a inclusão fraudulenta dos dados, eram realizados saques sucessivos em casas lotéricas, além de transferências e depósitos em contas vinculadas ao grupo.

Parte dos envolvidos trabalhava dentro da própria instituição financeira. Segundo a PF, são funcionários recém-contratados que usavam o acesso privilegiado aos sistemas internos para facilitar a ação criminosa e burlar os mecanismos de segurança bancária.

Clientes afetados

Até o momento, foram identificadas cerca de 20 contas fraudadas pertencentes a clientes da Bahia. Essas contas estavam vinculadas a agências da Caixa nos municípios de Guanambi, Salvador, Serrinha, Eunápolis, Feira de Santana, Castro Alves, Cachoeira, Euclides da Cunha, Conceição do Coité e Itamarajú.

A PF explica que, após o cadastramento biométrico falso, o grupo realizava transações rápidas para dificultar o rastreamento. A atuação simultânea em diferentes estados também tinha como objetivo dispersar a origem das fraudes e retardar a identificação dos responsáveis.

Os investigados poderão responder por furto mediante fraude, associação criminosa e outros delitos previstos no Código Penal.



Fonte: A Tarde

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