Quatro criminosos também foram capturados na Bolívia –
O enfrentamento às organizações criminosas na Bahia tem avançado em ações interestaduais e internacionais. Segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), 36 lideranças criminosas foram alcançadas no primeiro trimestre de 2026, incluindo quatro capturas realizadas fora do país, em operações conjuntas com a Polícia Federal e a Interpol.
Um dos casos de maior repercussão foi a prisão, na Bolívia, de João Vítor Santos Souza, conhecido como “Nanã”. Ele é apontado como chefe do Comando Vermelho e suspeito de ser o mentor do sequestro do presidente do Partido Verde, Ivanilson Gomes, ocorrido em 2025.
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Segundo o secretário da SSP-BA, Marcelo Werner, a intensificação das operações, aliada ao uso de tecnologia e a investimentos na área, tem sido fundamental para pressionar o crime organizado no estado.
“Temos realizado mais operações, mais apreensões de armas e drogas. Há uma atuação presente das forças de segurança em todo o estado, e isso incomoda o crime”, afirmou.
Werner reforçou que o combate às facções criminosas seguirá como prioridade. “Não abriremos mão de fazer o enfrentamento às facções. Isso é inegociável. O Estado não vai ser subjugado”, declarou.
Prisões fora da Bahia crescem
O número de líderes de facções baianas presos em outros estados tem aumentado em 2026. Segundo Marcelo Werner, metade das lideranças capturadas neste ano foi localizada fora da Bahia.
“Metade dos líderes de facções presos em 2026 foram detidos em outros estados da Federação”, disse o secretário em entrevista ao Portal A TARDE.
Além disso, quatro criminosos foram capturados na Bolívia, reforçando a atuação internacional das forças de segurança.
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Aliança entre facções amplia alcance do crime
De acordo com Werner, o deslocamento dessas lideranças está ligado à associação entre grupos criminosos baianos e facções de outras regiões do país, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho.
Essas conexões fazem com que outros estados se tornem refúgios para criminosos que deixam a Bahia. “Esses estados passam a ser locais de esconderijo das lideranças que fogem da Bahia para poder estar protegidas nas grandes comunidades”, explicou.
A Bolívia tem sido um dos destinos escolhidos por líderes criminosos, possivelmente devido à facilidade de entrada no país. “Talvez haja uma facilidade de atravessar a fronteira, de ir lá com um documento falso, se passar por um comerciário, como um empresário”, comentou o secretário.
Crime sem fronteiras exige integração
Para enfrentar esse cenário, Werner destacou a importância da cooperação entre estados e órgãos de segurança.
“Hoje o crime não tem fronteiras, então é importante construirmos essa integração entre os estados nos diversos conselhos de secretário, de comandante geral, de chefe de polícia”, afirmou.
Fonte: A Tarde



